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Água de esgoto tratada

O curso GTA (Gestão e Tecnologias Ambientais) tem me proporcionado oportunidades de reavaliar, a partir de um novo ponto de vista, algumas práticas comuns em minha área de atuação profissional, a construção civil.

Às vezes me sinto um peixe fora d´água por não ser muito familiarizada ao tema, mas muitas disciplinas, como Tratamento de Esgotos e Uso Racional e Reúso da Água, têm abordado temas de discussões bem atuais.

Isso porque nunca se falou tanto sobre os graves problemas que o mundo enfrentará com a escassez de água doce.

O uso desse bem tão limitado e ao mesmo tempo tão disperdiçado por nós, precisa ser revisto e o reúso da água de esgoto tratada é uma solução polêmica, porém viável para solucionar esse problema.

Esse vídeo do programa Cidade e Soluções mostra como, em São Paulo, esse efluente é tratado e reutilizado nas indústrias ou em lavagens de ruas, por exemplo.

E na Califórnia, uma moderna estação de tratamento transforma água de esgoto em uma polêmica alternativa aos moradores.
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Dados sobre a escassez de água

Segundo levantamento da ONU (Organização das Nações Unidas), mais de 1 bilhão de pessoas, cerca de 18% da população mundial, estão sem acesso a uma quantidade mínima de água de boa qualidade para consumo.

A questão é que, mantidos os atuais padrões de consumo e de danos ao meio ambiente, o quadro pode piorar muito, e rapidamente.

Calcula-se que em 2025, 2/3 da população global, ou seja, 5,5 bilhões de pessoas, poderão ter dificuldade de acesso à água potável, e em 2050, já seria cerca de 75% da humanidade.

O drama diz respeito à sede e à escassez de água para cozinhar, tomar banho e plantar, mas também à disseminação de doenças causadas pela ausência de tratamento da água, como diarréia e malária.

A principal causa da escassez de água potável é o mau uso.
Estima-se que, de cada 100 litros de água própria para consumo, 60 litros se percam em razão de maus hábitos ou de distribuição ineficiente.

A agropecuária é a atividade que mais consome água no mundo, calcula-se que as plantações respondam por 69% de seu uso.
Já a indústria utiliza 21% e o consumo doméstico responde por 10%.

Outros números

  • 1,37 bilhões de km³ é a quantidade de água na Terra;
  • 97% desse volume esté nos oceanos;
  • 3% restantes são de água doce;
  • 2/3 da água doce estão nas calotas polares e geleiras;
  • 1% da água do planeta é o que resta para consumo de 7 bilhões de pessoas;
  • 12% desse 1% está no Brasil;
  • 72% desses 12% estão na região amazônica;
  • 11 países da África e nove do Oriente Médio não têm água;
  • EUA, China, Índia, México, Hungria e Tailândia já não têm água suficiente para abastecimento;
  • 1 em cada 5 habitantes da Terra está sem água potável.

Considerações

Pois é, talvez a ideia de beber água procedente de esgoto não agrade a todos, mas em pouco tempo será uma realidade a qual precisaremos aprender a conviver.

Todo o processo de purificação é absolutamente confiável, a água sai da estação de tratamento praticamente destilada e é necessário até adicionar algumas impurezas para que ela não absorva os minerais da tubulação de concreto.

Mas esse assunto ainda renderá muitas discussões em nosso país, pois apesar de termos a maior bacia hidrográfica do mundo, ainda não aprendemos que ela pode se extinguir por intervenções antrópicas, como já aconteceu com vários importantes rios pelo mundo.

O Programa Cidades e Soluções é exibido nos canais Globo News e Futura nos seguintes horários:

Globo News
Domingo às 21:30 h
Segunda às 03:05h, 8:30h e 16:30h
Quarta às 05:05h e 17:30h
Sábado às 05:30h.

Futura
Sexta às 21:00h
Domingo às 15:00h

Fonte: Cidades e Soluções

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Edifício Ventura Corporate Towers recebe LEED

O edifício Ventura Corporate Towers, construído pela incorporadora Tishman Speyer em parceria com a Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário, recebeu do USGBC (U.S. Green Building Council) a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) na categoria ouro (platina, ouro e prata).

Localizado no Rio de Janeiro, o projeto, de autoria do escritório Aflalo & Gasperini, é constituído por 2 torres de 36 andares, implantado no centro financeiro da cidade.

Uso racional de energia e da água, planta livre, captação e uso de água pluvial, emprego de materiais reciclados e certificados e controle da emissão de poeira em obra, são algumas inovações do projeto que o classificou como eficiente.

planta livre de pilares, diferencial l imagem: téchne

planta livre de pilares, diferencial l imagem: téchne

Um dos destaques do edifício é, sem dúvida, o sistema de retenção e reúso das águas pluviais.
A água das chuvas é captada em toda a projeção do terreno e conduzida até um tanque de retardo, localizado no terceiro subsolo, para depois ser encaminhada a um tanque de reúso, onde é bombeada para o sistema de ar-condicionado.

Outros diferenciais do projeto:

  • Cerca de 20% a 30% do custo dos materiais empregados na execução do conjunto, como aço, argamassa e concreto, correspondem a materiais reciclados;
  • 40% dos insumos e materiais utilizados na obra vêm de empresas situadas, no máximo, a 800 km do empreendimento;
  • Toda madeira incorporada ao edifício, como aquela usada em portas e batentes, é certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council);
  • O entulho gerado será coletado e receberá destinação adequada, em atendimento à resolução no 307 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente);
  • Houveram cuidados para preservação do solo contra a contaminação com produtos químicos como tintas e solventes;
  • O impacto no meio ambiente, vizinhança, funcionários e futuros usuários também foram pensados.

Para conseguir o selo de construção sustentável é preciso seguir à risca os critérios estipulados pelo LEED, divididos em cinco grandes áreas:

  1. Desenvolvimento local sustentável;
  2. Uso racional da água;
  3. Eficiência energética;
  4. Seleção de materiais;
  5. Qualidade ambiental interna.

Antes, durante e depois da obra, representantes do Conselho de Greenbuilding dos Estados Unidos avaliam o desempenho do empreendimento, através de questionários e relatórios técnicos.
Ao final, os dados são transformados em pontos num ranking, que podem ou não resultar na certificação.
Muitas empresas contratam consultorias especializadas para acompanhar o processo.

Fonte: Téchne

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