Você já se deu conta de como as mudanças de comportamento estão interferindo diretamente nos espaços urbanos?
Uma das principais características desse novo e democrático conceito de espaço são as atividades comunitárias, que revolucionaram alguns modelos há tanto tempo existentes.
Um bom exemplo disso, mesmo não sendo no Brasil, é essa “Open Library” ou “Biblioteca Aberta”, localizada em Istambul, na Turquia.
Trata-se de uma grande área que, graças a sua configuração, pode ser usada para diversas manifestações artísticas, como leituras, encenações, palestras ou mesmo encontros casuais.
Arquibancadas no mezanino separam as pessoas que precisam de mais privacidade, onde várias almofadas coloridas contrastam com as linhas retas e claras do espaço.
fachada da biblioteca aberta | imagem: arch daily
área interna | imagem: arch daily
estante com livros | imagem: arch daily
Aqui em São Paulo, o compartilhamento de locais de trabalho está cada vez mais comum, que além de aproximar as pessoas nas grandes cidades, são alternativas sustentáveis para quem cansou de trabalhar de casa.
Estive hoje em uma apresentação da Lutron, sobre iluminação e automação, e conheci melhor uma solução sustentável que sempre quis implantar em meus projetos arquitetônicos.
Trata-se do EcoSystem, um sistema de controle de iluminação que opera a partir de sensores de luminosidade.
Em um edifício de escritórios, por exemplo, ele controla a intensidade da iluminação artificial de um ambiente, podendo inclusive desligar e acionar automaticamente as lâmpadas, a partir da luminosidade natural e de acordo com a necessidade de cada usuário.
sensores lutron de iluminação e ocupação
A grande vantagem do produto é que ele possibilita o funcionamento da lâmpada sem que haja a necessidade de utilizar sua capacidade total, o que pode significar uma economia de até 50%dos custos de energia destinados à iluminação.
Além de utilizar os sensores, o sistema permite que cada usuário controle a sua intensidade de luz, o que, segundo estudos acadêmicos, aumenta em até 7% a performance no ambiente de trabalho.
edifício do new york times, que utiliza o ecosystem | imagem: lutron
A empresa oferece outras soluções interessantes tanto aos arquitetos quanto ao cliente final, unindo eficiência e bom gosto em seus produtos.
Quem sabe o meu novo cliente não se empolga e resolve adotar a ideia em seu novo projeto!
As pessoas que acompanham o blog já devem ter percebido a mudança de layout do site.
Ele agora está com um enfoque mais profissional, isso porque tomei coragem para começar a carreira solo.
O site foi desenvolvido pelo André Nogueira, que pra quem não sabe, é meu marido e designer, e não é por nada não, mas ficou bem legal!
Mesmo com essa reformulação, eu continuarei a postar no blog da mesma maneira, escrevendo sobre os assuntos de meu interesse cotidiano e profissional, e que acabam interessando a tantas outras pessoas.
Críticas e sugestões são sempre benvindas e obrigada pela atenção de vocês!
Localizado no Rio de Janeiro, o projeto, de autoria do escritório Aflalo & Gasperini, é constituído por 2 torres de 36 andares, implantado no centro financeiro da cidade.
Uso racional de energia e da água, planta livre, captação e uso de água pluvial, emprego de materiais reciclados e certificados e controle da emissão de poeira em obra, são algumas inovações do projeto que o classificou como eficiente.
planta livre de pilares, diferencial l imagem: téchne
Um dos destaques do edifício é, sem dúvida, o sistema de retenção e reúso das águas pluviais.
A água das chuvas é captada em toda a projeção do terreno e conduzida até um tanque de retardo, localizado no terceiro subsolo, para depois ser encaminhada a um tanque de reúso, onde é bombeada para o sistema de ar-condicionado.
Outros diferenciais do projeto:
Cerca de 20% a 30% do custo dos materiais empregados na execução do conjunto, como aço, argamassa e concreto, correspondem a materiais reciclados;
40% dos insumos e materiais utilizados na obra vêm de empresas situadas, no máximo, a 800 km do empreendimento;
Toda madeira incorporada ao edifício, como aquela usada em portas e batentes, é certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council);
O entulho gerado será coletado e receberá destinação adequada, em atendimento à resolução no 307 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente);
Houveram cuidados para preservação do solo contra a contaminação com produtos químicos como tintas e solventes;
O impacto no meio ambiente, vizinhança, funcionários e futuros usuários também foram pensados.
Para conseguir o selo de construção sustentável é preciso seguir à risca os critérios estipulados pelo LEED, divididos em cinco grandes áreas:
Desenvolvimento local sustentável;
Uso racional da água;
Eficiência energética;
Seleção de materiais;
Qualidade ambiental interna.
Antes, durante e depois da obra, representantes do Conselho de Greenbuilding dos Estados Unidos avaliam o desempenho do empreendimento, através de questionários e relatórios técnicos.
Ao final, os dados são transformados em pontos num ranking, que podem ou não resultar na certificação.
Muitas empresas contratam consultorias especializadas para acompanhar o processo.
Há muito tempo que venho me preocupando com o destino que damos aos resíduos de obras.
Desde a época que trabalhava em campo, percebia que nenhuma atenção era dada a esse assunto, só tínhamos o trabalho de encaminhar o material às caçambas de entulho e dali por diante já não era um problema nosso.
O que não é verdade, é um problema muito nosso sim, pois todos nós somos responsáveis pelo lixo que produzimos, seja ele doméstico ou não.
Os resíduos gerados pela construção civil representam mais de 50% de todo o lixo urbano da sociedade e, desse total, 5% correspondem aos restos de gesso.
Na maioria das vezes, o próprio fornecedor de gesso recolhe os restos de materiais, mas será que eles têm o cuidado de encaminhar esses resíduos a locais adequados?
Pouco provável que isso aconteça, principalmente em se tratando de empresas de pequeno e médio porte.
A boa notícia ao setor é que a Associação dos Fabricantes de Drywall lançou uma cartilha com dicas sobre o uso e a armazenagem sustentável do gesso, além de indicações de centros de reciclagem que recebem os resíduos do material.
A cartilha ainda traz informações complementares sobre o uso do gesso nas construções civis, como, por exemplo, as normas técnicas brasileiras que existem para a utilização do material e, também, a resolução do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que considera o gesso um resíduo de Classe C, isto é, que não possui destinação economicamente viável.
Apesar disso, a Drywall garante que o material pode ser reutilizado como aditivo de concreto, calcário para correção pH do solo e ainda ajudar na confecção de novas peças para o setor de construção civil.
Por sua praticidade e por ser também um material reciclável, o gesso tem sido indicado como opção sustentável para substituir as paredes convencionais de alvenaria e concreto, e é preciso conscientizar os profissionais que atuam no setor da construção civil sobre a importância da destinação e reciclagem correta dos resíduos desse material.
O manual “Resíduos de Gesso na Construção Civil” descreve, passo a passo, toda a ação de coleta e armazenagem do gesso que deve ser feita para preparar o material para a reciclagem.
Além disso, a cartilha esclarece sobre o processo de transporte do material e, também, de destinação.
Para adquirir o seu, basta entrar em contato com a associação e solicitar um exemplar, mas é possível baixar a versão disponível em PDF no site da Drywall.
Encontrei, meio por acaso, uma empresa que trabalha com comunicação visual e que teve uma ótima ideia para disseminar o conceito de sustentabilidade nos ambientes corporativos.
Trata-se de uma sinalização verde, produzida a partir de chapa de garrafas PET recicladas e impressão ecológica.
Cada kit contém 10 placas, disponíveis nas cores branco ou verde e que trazem frases como essa: “Traga sua caneca. 86% dos descartáveis acabam em lixões”.
kit de sinalização verde l imagem: kojima
Que tal divulgar práticas ecologicamente corretas em seu trabalho?
Além de fazer a sua parte pelo meio ambiente, certamente os lucros com economia de papel, água e energia, por exemplo, serão muito bem recebidos pela empresa!
Para adquirir o seu kit, entre em contato com a Kojima via e-mail.
Achei esse vídeo tão interessante que quis compartilhar com vocês.
Ele é bem curtinho e mostra, de uma maneira simples, como todos nós arquitetos deveríamos nos portar.
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O arquiteto Uwe Grahl trabalha no conceituado escritório de arquitetura alemão GMP (Von Gerkan, Marg und Partner) e o vídeo foi promovido pelo jornal Die Welt (O Mundo), que pertence à empresa Axel Springer AG.
A principal característica desse projeto é que ele tem alma!
Sim, porque representar a marca Giorgio Armani é um desafio onde criatividade e a sua sofisticada imagem precisavam estar bem aparentes.
Projetado por Doriana e Massimiliano Fuksas, no distrito de Ginza, em Tóquio, o edifício se destaca dos demais, principalmente por sua fachada espelhada, que reflete o céu e os outros prédios do entorno, com sua luzes e cores, tanto de dia quanto à noite.
fachada principal l imagem: arch daily
interior l imagem: arch daily
O interior foi concebido com a idéia do “elemento surpresa”, em cada espaço, uma escultura, textura ou jogo de luz diferentes não permitem que os ambientes sejam previsíveis ou monótonos.
Diferente da maioria dos projetos onde o cliente é raramente encontrado, Giorgio Armani (em pessoa) esteve profundamente envolvido, dando seu aval na concepção de cada detalhe e ficou conhecido como o modelo de cliente ideal.
Desculpem a ausência repentina, por motivo de saúde acabei não conseguindo postar por alguns dias, mas já estou de volta!
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O escritório Bosch & Fjord foi o responsável pelo projeto do Departamento de Desenvolvimento do Grupo LEGO, em Billund, Dinamarca.
O conceito adotado foi o de interpretar com maturidade o que a marca de brinquedos infantis representa.
Foram criadas novas salas de reunião, recepção e área de café, onde diferentes soluções foram implantadas com o objetivo de inspirar e desafiar os funcionários do novo departamento.
recepção l imagem: bosch & ford
lounge l imagem: bosch & ford
O café é dividido em três áreas, jantar, café e lounge, onde os diferentes tipos de mobiliários caracterizaram cada espaço e possibilitaram seus diversos usos.
Treze salas de reuniões e projetos foram criadas com o objetivo de inspirar a criatividade e conhecer melhor os desejos de seu público final.
sala de projetos (picnic room) l imagem: bosch & ford
Projetada pela m2r architecture, a L´OREAL Academy, em Kiev, Ucrânia, é o mais novo centro de treinamento da empresa.
O projeto permitiu vários usos aos espaços, que podem ser aproveitados tanto para treinamentos práticos e teóricos aos clientes cabeleireiros, como para apresentações de seminários e eventos abertos ao público.
recepção l imagem: arch daily
vista geral l imagem: arch daily
A idéia foi manter todo o concreto já existente no prédio e contrastá-lo com soluções em vidro, aço inox e Corian, proporcionando um aspecto clean ao local.
Muitos dos shafts de ventilação foram deixados expostos, assim como os perfis de iluminação, o que deu uma aparência geral de loft ao espaço.
área de cursos l imagem: arch daily
Devido a sua localização, o edifício recebe abundante incidência de luz natural, o que valoriza muito a visualização dos resultados práticos, desenvolvidos na escola.
Aproveitando essa iluminação, foram adotados espelhos nas paredes e nas áreas dos lavatórios, dando um efeito de amplitude aos 234 m² desse espaço.