Posts Tagged ‘projetos sustentáveis’

Outras Vozes – TEDxSP

4/03/10 | Acessibilidade, Arquitetura, CDS, Eventos e Mídia, Vídeos

Hoje foi ao ar o vídeo que gravei para o Outras Vozes, espaço aberto aos participantes do TEDxSP que têm algo a contar, espero que gostem.

Brises

4/03/10 | Arquitetura, Meio Ambiente, Sustentabilidade

brise horizontal

Há muito tempo que venho ensaiando para escrever sobre esta maravilhosa solução arquitetônica, o brise-soleil, ou ao pé da letra, quebra-sol.

O brise é um elemento arquitetônico localizado na fachada externa do edifício e que tem como função principal o controle da incidência de radiação solar na edificação.

Ele é formado por uma ou mais lâminas, fixas ou móveis, dispostas horizontal ou verticalmente, mas que precisam de minuciosos cálculos com cartas solares, do local onde será implatado, para que o resultado seja eficiente.

Com todas as questões ambientais em destaque, a arquitetura redescobriu que elementos construtivos como o brise, oriundo da arquitetura moderna, são grandes aliados em projetos onde os custos com iluminação e ventilação artificial precisam ser minimizados.

brise vertical

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Em um edifício de concreto, por exemplo, que pode produzir de 2º C a 4º C de calor, os brises, quando bem projetados, chegam a reduzir a incidência solar em quase 100%.

Nos grandes edifícios, onde torna-se inviável os ajustes manuais e períodicos das lâminas, conforme o posicionamento do sol durante o ano, a automatização dos brises é recomendada.

Já em residências e pequenos edifícios, esses ajustes podem ser feitos manualmente, mas sempre com a orientação de quem projetou o sistema, assim o brise desempenhará o seu importante papel com os resultados esperados.

Quem sabe esses incríveis elementos arquitetônicos não voltam com força total às nossas cidades, afinal temos sol na maior parte do ano e não precisamos seguir os padrões ditados por países com condições climáticas completamente diferentes das nossas.

Além do resultado estético que os brises podem oferecer, as vantagens, quanto à eficiência energética e conforto térmico, são enormes, o que fazem dessa solução um importante diferencial por uma arquitetura mais sustentável.

Nova casinha de bonecas

4/03/10 | Arquitetura, Produtos, Sustentabilidade

Já era o tempo onde nossas crianças se encantavam com as casinhas de bonecas vitorianas.

As meninas de hoje, antenadas com o mundo e conscientes de que também interagem nele, buscam brinquedos onde possam fantasiar seus desejos em uma nova realidade.

E foi pensando nisso que a nova-iorquina brinca dada lançou a Emerson House, uma casa de bonecas totalmente inovadora.

Confira algumas imagens:

emerson house | imagem: brinca dada

emerson house | imagem: brinca dada

emerson house | imagem: brinca dada

emerson house | imagem: brinca dada

A Emerson House possui seis ambientes, que incluem sala de estar, cozinha, biblioteca/escritório, quarto dos pais, banheiro e quarto das crianças.

Outros diferenciais do brinquedo estão nos materiais utilizados para sua confeccção, livres de resinas tóxicas, além dos componentes sustentáveis oferecidos, como painéis para captação de energia solar que alimentam as lâmpadas LEDs e panos de vidros para uma boa iluminação natural.

Confira o que já foi postado no blog sobre brinquedos verdes.

Artefatos em papelão

3/03/10 | Arte e Design, Produtos, Sustentabilidade

Eu já havia postado aqui no blog sobre o mobiliário de papelão que foi usado no TEDxSP, e, felizmente, a cada dia novos usos estão sendo dados a esse material.

Confira essas novidades feitas a partir de chapas de papelão e que têm tudo para conquistar os consumidores comprometidos com as questões ambientais:

Cadeirão de bebê

Esse prático mobiliário, desenvolvido pela australiana Belkiz, além de resistente e ter um design super bacana, pode ser dobrado e guardado para não ocupar espaço em casa, como os cadeirões convencionais.

cadeirão de bebê feito de papelão | imagem: inhabitots

Casinha para cães e gatos

Essa é na verdade uma casa de luxo para os bichinhos de estimação!
Produzida pela Loyal Luxe, além de ser toda confeccionada em papelão, a casinha também oferece alguns diferenciais, como piso texturizado para massagear o pêlo, fachada personalizada, podendo ter o nome do proprietário, e brinquedinhos inclusos.

casinha para animais com gatinho | imagem: inhabitots

fachada da casinha em papelão | imagem: inhabitots

Lembrando que os artefatos em papelão, além de sustentáveis, são resistentes, duráveis, fáceis de montar, 100% recicláveis e têm baixo custo, potanto, vale muito a pena rever seus conceitos e começar a optar por esses itens!

Fonte: inhabitots

CDS – Reunião definitiva

2/03/10 | Acessibilidade, Arquitetura, CDS, Meio Ambiente, Sustentabilidade

Ontem, 01/03, fizemos uma importante reunião para alinhamento de todas as responsabilidades do grupo, no projeto do Centro Desportivo Sustentável.

Além das divisões de tarefas, nos preparamos para as adaptações que serão necessárias devido à mudança do local do projeto, que passou da Praça Arlindo Rossi para o Parque do Cordeiro.

Mas isso não quer dizer que o projeto na praça foi descartado, houveram algumas complicações burocráticas que precisam ser resolvidas, e por isso partimos para uma nova área.

Amanhã haverá uma outra importante reunião, na Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, para a liberação oficial da nova área de implantação do projeto.

Vamos torcer para que o nosso Centro Desportivo Sustentável possa ganhar vida o quanto antes!

Acompanhe o andamento do projeto através do blog do CDS.

Confira o que já foi postado sobre o Centro Desportivo Sustentável.

Tijolo solo-cimento

1/03/10 | Arquitetura, Meio Ambiente, Sustentabilidade

As obras do Centro Desportivo das Faculdades e Colégio IESGO é um exemplo de como é possível minimizar os impactos ambientais em uma construção.

Com o objetivo de diminuir o número de viagens de caminhão no canteiro de obra, foi adotado o processo de fabricação de tijolos solo-cimento a partir da terra retirada para construção da piscina.

fabricação do tijolo solo-cimento | imagem: sustentabilidade e acessibilidade

Para a construção de uma piscina semi-olímpica, nas dimensões de 25 x 13 x 1.70 m, são retiradas 552 m³ de terra, que equivalem à 92 viagens de caminhão tipo caçamba.

Esses tijolos serão inicialmente utilizados nas paredes leste-oeste do ginásio, cobrindo uma área total de 444.16 m².

fabricação do tijolo solo-cimento | imagem: sustentabilidade e acessibilidade

Para essa etapa da construção, serão necessários aproximadamente 30 mil tijolos de 25 x 12.5 x 6.25 cm, que consomem 60 m³ de terra em sua fabricação.
E mantendo-se esse volume de terra na obra, serão evitadas 10 viagens de caminhão.

tijolo solo-cimento | imagem: sustentabilidade e acessibilidade

Caso fossem utilizados os tijolos cerâmicos convencionais, 55 árvores teriam que ser queimadas para o seu cozimento.

Taí a principal vantagem do tijolo solo-cimento, que dispensa o processo de queima em sua fabricação, não causando impactos ao meio ambiente.

Fonte: Sustentabilidade e Acessibilidade

Matéria sobre acessibilidade

28/02/10 | Acessibilidade, Arquitetura, Eventos e Mídia

Essa semana foi ao ar uma matéria sobre acessibilidade no site do iG, onde dei uma entrevista, e que gostaria de compartilhar com vocês.

Acessibilidade dentro de casa

Saiba como adaptar uma residência aos usuários de cadeiras de rodas com segurança, conforto e liberdade
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Lívia Alves, iG São Paulo | 06/02/2010 20:25

Rampa de acesso, piso com superfície regular e espaço de circulação são essenciais

Nada melhor do que chegar em casa e poder desfrutar de conforto e liberdade. A habitação é um ambiente particular, onde cada um impõe suas necessidades e busca sua identidade. Esse é um direito de todos, inclusive daqueles que vivem em cadeiras de rodas.

Segundo estatísticas do IBGE, no Brasil, existem mais de 9.300 cadeirantes e, mesmo assim, ainda é muito difícil encontrar lugares adaptados ou próprios para essas pessoas. “Passei cinco anos procurando um lugar para morar que tivesse o mínimo de acessibilidade, com rampas e um bom espaço externo”, diz a vereadora de São Paulo Mara Gabrilli, que ficou tetraplégica após um acidente de carro, em 1994.

Tornar a residência acessível é dar possibilidade e condição de acesso, circulação, aproximação e alcance a um usuário de cadeira de rodas. De acordo com a doutora em arquitetura inclusiva e diretora-presidente do Instituto Brasil Acessível, Sandra Perito, é a junção desses elementos que torna a residência um lugar seguro, confortável e apto a um cadeirante.

Facilite o acesso

Oferecer condição de acesso é eliminar qualquer desnível que possa existir no decorrer no percurso. “Todo piso deve ter superfície regular, firme, estável, antiderrapante e que não provoque trepidações”, afirma a arquiteta Karla Cunha. Além disso, é importante que os capachos sejam embutidos no piso e os tapetes ou forrações tenham suas bordas firmemente fixadas. Caso contrário, simplesmente elimine esses objetos.

Libere a circulação

Outra condição muito importante ao cadeirante é a circulação. “A idéia principal de adaptar um lugar é dar total independência ao morador deste local, dar espaço suficiente para que ele consiga se movimentar o máximo possível, diz Sandra.

No caso dos usuários de cadeiras de rodas, uma das recomendações mais importante dentro de um lar é que ele tenha uma área de giro de 360º para se mover com total liberdade e autonomia. “Gosto de ser livre, de me movimentar. A pior coisa é ter que chegar em casa, depois de um dia inteiro de trabalho e ficar fazendo manobras para entrar nos lugares”, afirma Mara.

Segundo a arquiteta especializada em acessibilidade, Thais Frota não é necessário um lugar imenso para que o cadeirante tenha liberdade e sim, que o espaço, seja bem projetado com todas as devidas recomendações.

Aumente os espaços

Bancos fixos e barras de sustentação no boxe dão maior segurança ao cadeirante

“As portas precisam ter no mínimo 80 cm de vão livre, os corredores, 1,20 m de comprimento e, no caso de prédios, os elevadores têm que medir 80 cm de largura x 1,20 m de comprimento”, explica Thais. Além disso, recomenda-se colocar bancos fixos e barras de sustentação dentro dos boxes do banheiro para facilitar o banho dos cadeirantes.

As barras de sustentação, que também são colocadas ao lado do vaso sanitário devem ter 70 cm de comprimento e precisam estar a 75 cm do chão. “No boxe é correto colocar duas barras de apoio, uma na vertical e outra na horizontal e no vaso sanitário uma de casa lado”, afirma Thais.

Apesar de serem medidas maiores que o normal, como no caso das portas, corredores e elevadores, a vereadora Mara Gabrilli garante que existem alternativas que equilibram esse espaço e não atrapalham os usuários de cadeiras de rodas, como utilizar portas de correr e tirar as paredes da residência. “Meu quarto e banheiro são unidos. Isso facilitou muito o deslocamento e trouxe conforto”, relata Mara.

Garanta a aproximação

Para melhor aproximação é necessário tirar os gabinetes das pias da cozinha e banheiro

A aproximação é a terceira condição para que o cadeirante sinta-se a vontade em sua própria residência. “O mais importante é retirar todos os gabinetes e colunas sob os lavatórios, pois o usuário de cadeira de rodas precisa do espaço inferior livre para que a cadeira e suas pernas possam se adequar ao ambiente”, afirma Thais.

O portador da cadeira de rodas necessita poder alcançar peças e objetos para realizar todas as suas atividades. Neste caso é preciso prestar atenção quanto a altura e distancia de torneiras, janelas, espelhos, mesas e interruptores.

Segundo Sandra Perito, para maior conforto do cadeirante é recomendado colocar as torneiras ao lado da pia. Além disso, as janelas têm que ser baixas (80 cm) para facilitar a visualização de fora e os interruptores adaptados ao alcance de todos, sejam cadeirantes ou não. Nos espelhos recomenda-se uma inclinação de 10º para frente.

Conforto individual

As torneiras devem ser fixadas ao lado da pia para facilitar o alcance

Apesar de todas essas recomendações em medidas, quando se fala em residências particulares adaptadas não existe um tamanho padrão e sim medidas individuais. “Estamos sempre nos baseando na norma da ABNT NBR 9050 (Associação Brasileira de Normas Técnicas), de 2004, mas quando adaptamos residências particulares, o importante é verificar a necessidade e medidas específicas de cada pessoa”, afirma Thais.

“No início, uma das coisas que eu menos gostava era tomar banho sentada no banco dentro do chuveiro. Depois que eu descobri a banheira, minha vida mudou. Com o tempo, dentro do novo lar, a pessoa descobre suas necessidades e procura adaptá-las”, diz Mara.

Mesmo assim, segundo Karla, nas áreas comuns, como entradas de prédios, jardins e áreas de lazer, essas adaptações padrões são obrigatórias e devem ser cobradas por todos, principalmente pelo responsável do condomínio ou prédio.

Acessibilidade também nas áreas comuns

“Aqui no prédio, nós modificamos a calçada da frente e colocamos um elevador para acessar a piscina interna, pois antes só tinha escadas”, diz Lucas Alvarez, arquiteto e síndico do prédio da vereadora Mara Gabrilli.

Sob sua orientação também foi instalado piso antiderrapante sem desníveis na calçada da frente e na área de circulação interna do edifício. “Temos que transformar a realidade para que se tenha mais opções de moradias para usuários de cadeiras de rodas no Brasil”, finaliza.

“Casa no Pomar”

5/02/10 | Arquitetura, Sustentabilidade

A House at Orchard, ou Casa no Pomar, é uma criação do escritório Chang Architects, que inovou ao apresentar um novo conceito de morar.

fachada principal | imagem: a criação

A proposta foi integrar natureza à paisagem urbana da cidade de Cingapura, conforme solicitação do cliente, e o resultado foi um interessante equilíbrio interno.

quarto casal | imagem: a criação

Esta residência possui um microclima muito particular, que por sua configuração, proporciona temperaturas amenas e ótima incidência de luz.

Essas particularidades conferem ao local características sustentáveis, por minimizarem o uso de ar condicionado e iluminação artificial.

árvores cortando as lajes | imagem: a criação

sala de estar | imagem: a criação

O projeto tem vida, é onde as plantas crescem e amadurecem, onde o cheiro de terra molhada enche o ar, e onde há queda de folhas que secam pela casa.

Fonte: A Criação

Curso sobre arquitetura sustentável

2/02/10 | Eventos e Mídia, Sustentabilidade

A Eco Learning Brasil, empresa focada em ecoar conhecimento com ética e transparência através de seus cursos, está com inscrições abertas para uma nova turma, com conteúdo votado à sustentabilidade.

O curso Introdução à Arquitetura Sustentável, tem como objetivo apresentar o conceito e orientar os alunos na criação e adaptação de projetos, além de oferecer parâmetros para implantação das soluções mais eficientes e adequadas.

Se você está em São Paulo, ainda dá tempo de programar uma viagem à Florianópolis, o curso acontecerá no dia 27/02/10, das 8:00 às 18:00 h, e será uma oportunidade interessante aos profissionais e estudantes que querem conhecer melhor o conceito da sustentabilidade voltado à arquitetura.

Para maiores informações, entre em contato via e-mail ou através do fone: (41) 3078-0411.

Obras públicas sustentáveis?

28/01/10 | Arquitetura, Sustentabilidade

Será que finalmente teremos obras sustentáveis em nosso país?

Pelo menos a aquisição de bens e a contratação de obras e serviços pelos órgãos do governo federal, terão que seguir critérios de sustentabilidade, o que já é um grande passo.

O Ministério do Meio Ambiente participou da elaboração da Instrução Normativa do Ministério do Planejamento, publicada em 26/01/10, no Diário Oficial da União, que define as regras das compras governamentais sustentáveis que envolvem os processos de extração ou fabricação, utilização e o descarte de produtos e matérias-primas.

De agora em diante, as obras públicas serão elaboradas visando a economia da manutenção e operacionalização da edificação, redução do consumo de energia e água, bem como a utilização de tecnologias e materiais que reduzam o impacto ambiental.

A Instrução Normativa também prevê, no caso das obras públicas, a utilização de sistemas de reuso de água e energia, procedimentos para reduzir o consumo de energia, utilização de materiais reciclados, reutilizáveis e biodegradáveis e redução da necessidade de manutenção, além do uso de energia solar.

Outra exigência é a comprovação da origem da madeira para evitar o emprego de madeira ilegal na execução da obra ou serviço.

Ótima notícia, sinal que, finalmente, estamos caminhando na direção certa.
Só não podemos esquecer que sustentabilidade também tem a ver com ética e justiça social, pena que tais valores dificilmente adam ao lado do gerenciamento de obras pública.

Fonte: Ambiente Brasil

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