Tag Archives: projeto sustentável

Tijolo ecológico modulado

Eu já havia postado aqui no blog sobre o tijolo solo-cimento, e a cada dia o mercado oferece novas tecnologias para a sua fabricação.

É o caso da empresa francesa Meco´Concept, que desenvolve e comercializa uma prensa que transforma o barro em blocos estruturais.

prensa de tijolos solo-cimento | imagem: a criação

A diferença para os tijolos produzidos artesanalmente por aqui está no formato, similar às peças de Lego, oferecendo um encaixe melhor às peças.

bloco similar à uma peça lego | imagem: a criação

A empresa afirma que sua prensa pode ser usada por qualquer pessoa, para criar até 120 tijolos em forma de Lego por hora, em três passos simples e que requerem apenas 30 segundos.

Fonte: A Criação

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Orquidário Ruth Cardoso

Aí vai uma ótima dica de passeio para as férias, que também é um exemplo de arquitetura sustentável!

Foi inaugurado em dezembro o Orquidário Professora Ruth Cardoso, no Parque Villa Lobos, em São Paulo.

Projetado pelo arquiteto Decio Tozzi, a obra teve um custo aproximado de R$2,5 milhões e foi executada em pouco mais de cinco meses.

O volume esférico, que lembra uma oca, foi uma homenagem do autor a alguns grupos étnicos estudados por Ruth Cardoso, como tribos africanas e indígenas brasileiras, além dos grupos pré-colombianos.

vista externa do orquidário | imagem piniweb

Trata-se de um domo formado por duas seções de esfera de raios diferentes, unidas por um arco mestre de concreto moldado in loco, a principal peça estrutural da composição.
As duas metades da cúpula são verticalmente desalinhadas, uma se liga ao topo do arco, e a outra à sua base.

vista interna da cúpula | imagem: piniweb

A solução encontrada para a ventilação do prédio é um exemplo de projeto sustentável, que proporciona, além da excelente iluminação, a adequada circulação da corrente de ar.
O arco de concreto possui aberturas regulares que atuam na ventilação da obra e justificam o desnivelamento das seções esféricas. A corrente de ar entra por um vão na base da estrutura de polietileno que cobre o orquidário e sai pelas aberturas no arco central, por aspiração. Esta técnica é empregada em ocas de índios brasileiros.

vista interna do orquidário | imagem: piniweb

Dos grupos pré-colombianos, Tozzi adaptou a técnica de enterramento da edificação, para proteger o seu interior das rajadas de vento.
A parede da construção tem 3 m de altura, sendo 1,5 m abaixo e 1,5 m acima do nível do solo do terreno.

Das culturas africanas, a arquitetura tomou emprestado o conceito da abertura zenital, que transforma a intensa iluminação externa em luz difusa no interior da edificação.

A cúpula tem 12 m de altura no seu ponto mais alto, o que, segundo Tozzi, auxilia na defesa contra o efeito estufa, criando uma espessa camada de ar acima das plantas e abaixo da cobertura.

espelho d´água externo | imagem: piniweb

No orquidário há dois espelhos d’água, um interno, no centro, que auxilia no controle da umidade ambiente, e outro externo, que circunda a estrutura.

Fonte: PINI Web

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Casas pré-fabricadas e sustentáveis

As casas pré-fabricadas são uma excelente opção para construir com menos impactos ao meio ambiente, isso porque elas evitam o desperdício de materiais, muito comum e ainda aceitável na construção civil.

A empresa alemã Huf Haus, especializada nessa técnica construtiva, já faz isso desde a década de 70, quando desenvolveu a sua primeira casa sustentável e com ideias então inovadoras, como o aproveitamento da água da chuva.

modelo de casa pré-fabricada da huf haus imagem: huf haus

Mas as vendas da Huf Haus só deslancharam a partir do ano 2000, quando leis de incentivo à produção local de energia renovável foram criadas.
Foi então que as casas com telhados cobertos por células fotovoltaicas para a produção de energia solar e com paredes envidraçadas para diminuir o consumo de eletricidade captaram o imaginário dos milionários.

Pois é, a empresa faz casas pré-fabricadas, mas é uma marca de grife.
Uma construção de 400 m², sem contar o valor do terreno, custa, em média, o equivalente a R$2 milhões, um preço 30% superior ao de uma casa com área semelhante e quase o dobro do cobrado pela empresa no começo da década.

Um dos aspectos que mais seduzem os admiradores da marca é a perspectiva de ter um design exclusivo, feito sob medida, a partir das muitas possibilidades de composição dos módulos, já que nenhum dos projetos já executados é igual a outro.

As peças são transportadas em caixas para serem montadas in loco por equipes treinadas.
Dependendo do nível de complexidade do projeto, tudo pode estar concluído em apenas um mês, sem produção de resíduos e sem os típicos desperdícios comuns a todas as obras.

Uma vez montadas, as casas chamam a atenção pelo número de recursos usados para diminuir o consumo de energia.
Com a intenção de aumentar o isolamento térmico, os vidros têm três camadas, mas talvez o mais inovador seja o sistema de refrigeração, isso tudo, claro, adaptado às necessidades européias, com invernos bem rigorosos.

Lembrando que o desperdício de materiais é apenas um dos cuidados que precisamos ter ao projetar e construir com responsabilidade ambiental.
Conheça um pouco mais sobre os conceitos de arquitetura sustentável.

Fonte: Planeta Sustentável

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Mineirão com energia solar

Escalado para a Copa de 2014, o Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como Mineirão, deverá receber um sistema de captação de luz solar.

vista aérea do mineirão | imagem: pini web

O projeto, desenvolvido pela CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais), prevê a instalação de placas fotovoltaicas sobre a cobertura do estádio.

Se aprovado o projeto, filmes finos de silício amorfo serão instalados através de uma manta especial na cobertura de concreto do estádio, mas existe também estudos sobre a possibilidade da instalação de placas de policarbonato na nova cobertura.

Caso utilizado apenas na laje de concreto, haverá um rendimento do sistema de 500 kWh, mas se autorizada a aplicação das placas fotovoltaicas sobre o policarbonato, então esta potência deverá subir para 1 mWh.

A energia será gerada a partir da reação dos raios solares com o silício, depois armazenada e enviada à CEMIG, que deverá utilizá-la para comercialização.

O projeto mineiro tem suporte da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e conta com uma linha de crédito do KfW (Banco de Fomento do Governo Alemão) no valor de 10 milhões de euros.
Outros parceiros são os escritórios Gustavo Penna Arquitetos Associados e a GMP, desenvolvedores do projeto de reforma do estádio, e a GTZ (Agência de Cooperação Técnica Alemã).

A intenção do projeto, além da geração de energia, é ganhar pontos na certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), sendo que o estádio já conta com sistema de reutilização de água da chuva.

Fonte: PINI Web

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