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O novo paisagismo

A Item 6 Arquitetura e Sustentabilidade está sempre inovando e correndo atrás de soluções sustentáveis para implantar nos projetos de seus clientes.

E foi buscando o aperfeiçoamento de seus conhecimentos que a arquiteta e paisagista Camila Simhon, sócia do escritório, participou do curso de Hortas Urbanas, Ecopaisagismo e Paisagismo Comestível, realizado na Casa dos Hólons – Laboratório de Permacultura Urbana.

Acordar com o canto dos pássaros ou deparar-se com animais silvestres no quintal de casa pode parecer privilégio de quem mora no campo, mas os habitantes de áreas urbanas também começam a usufruir de tal cenário, graças ao ecopaisagismo, uma tendência que ganha força devido ao seu conceito bem antenado com os novos tempos.

Fazer uso de plantas nativas do lugar onde se está projetando, é a principal característica do ecopaisagismo, pois estas plantas espontâneas são mais resistentes ao clima, necessitam um manejo menor, pois nascem naturalmente na região, estando habituadas melhor ao clima e ao solo, barateando a implantação do projeto e o custo do manejo e insumos.

Os ecopaisagistas, ao elaborar um projeto, levam em consideração as questões técnicas e ambientais, o atendimento aos anseios do proprietário e a beleza e o conforto do ambiente planejado.
Para tanto, valem-se, inclusive, de imagens fotográficas ligadas à natureza, com destaque para a flora e fauna da região onde se está implantando o projeto paisagístico.

Trata-se de um novo enfoque dado ao paisagismo, com o objetivo de também agregar informação e formação aos usuários do local, bem como ao pessoal que cuida da manutenção do mesmo, onde, aliado ao projeto, há todo um trabalho educacional voltado à natureza.

Uma vertente trazida pela permacultura e que ainda é pouco explorada é o paisagismo cultivado ou comestível, onde tudo que é colocado no design se pode comer: flores, ervas medicinais, temperos etc.
Este tipo de paisagismo surge como uma forma dos condôminos terem um retorno do alto investimento na manutenção do paisagismo, bem como poderem desfrutar de produtos orgânicos em seus quintais, sem mencionar a importância ecopedagógica desta prática nas cidades.

O paisagismo urbano com uma perspectiva ecológica e permacultural vem a somar no que tange o conceito de cidades sustentáveis ou em transição, sendo mais que uma nova tendência do paisagismo, uma escola paradigmática do uso espacial do verde urbano.

Para conhecer melhor os serviços paisagísticos apresentados, entre em contato.

Fonte: Casa dos Hólons/Neimar Marcos

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Resíduos de obra com destino correto

Em agosto de 2009 eu postei aqui no blog sobre o Manual de reciclagem de gesso, contendo dicas sobre o uso e a armazenagem sustentável do gesso, além de indicações de centros de reciclagem que recebem os resíduos do material.

Também comentei várias vezes aqui sobre a minha insatisfação, como pequena empresa, por não conseguir dar o destino final correto a todos os resíduos gerados em obras de reformas.

Até que o proprietário da Multilix, empresa comprometida em receber e dar o destino final aos resíduos das obras, entrou em contato comigo.

A empresa é uma ATT (Área de Transbordo e Triagem de Resíduos da Construção Civil) licenciada pela Prefeitura de Guarulhos e CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) onde nela recebem os entulhos das obras para posterior segregação e destinação em áreas também licenciadas.

A ATT – Multilix recebe resíduos da construção civil, conforme Resolução CONAMA nº 307/2002, coletados e transportados em caçambas estacionárias de 4 m³.
Faz o recebimento e a segregação para formar cargas diferenciadas de resíduos de acordo com seu tipo, considerando alvenaria, argamassas, concreto e cerâmico, metais, plásticos (PVC, PEBD, PEAD, PP, etc.), madeira, papelão (incluindo sacarias), gesso, entre outros, para comercialização e posterior reciclagem ou reutilização.

Quanto aos resíduos de gesso, Sergio Lopes, proprietário da empresa, nos informou que esses materiais foram reclassificados recentemente pela Resolução CONAMA nº 431/2011, passando de classe C (resíduo sem tecnologia para reciclagem) para classe B (passível de reciclagem).
Uma ótima notícia, que permite agora um trabalho na concentração deste tipo de resíduo para reciclagem, através de soluções ambientais, financeira e economicamente viáveis.

Quanto às caçambas estacionárias, mais conhecidas como caçambas de entulho, os profissionais da construção civil já podem finalmente contar com o serviço de coleta, transporte e destinação final feito de forma responsável e ambientalmente correta.

Sobre os resíduos de gesso

Lembrando que os resíduos gerados pela construção civil representam mais de 50% de todo o lixo urbano da sociedade e, desse total, 5% correspondem aos restos de gesso.

Caso queira conhecer melhor os serviços prestados pela Multilix, entre em contato via e-mail ou através dos fones (11) 2241-0006 e 2242-5784.

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Pousada sustentável em Aiuruoca

Voltamos ontem de uma rápida viagem à Aiuruoca – MG, onde fomos acompanhar o início das obras do nosso projeto de uma pousada.

O projeto segue os princípios da arquitetura sustentável, onde serão incorporados vários diferenciais, respeitando sempre o entorno onde a construção será implantada.

O terreno faz parte de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) e por essa razão priorizamos interferir o mínimo possível na área de implantação e integrar o projeto à incrível natureza existente.

implantação da pousada no meio do verde e junto ao rio aiuruoca

A pousada, ainda sem nome definido, será composta pela casa principal (em obras), onde estarão as áreas de recepção, cozinha, restaurante, estar e adega subterrânea, além da residência da proprietária no andar superior.

Em duas próximas etapas serão construídos os chalés, sendo dois deles adaptados com total acessibilidade, e um centro de meditação, onde também acontecerão eventos diferenciados para os cuidados com a mente e o corpo.

O paisagismo seguirá a linha funcional, onde alimentos e ervas serão plantados para o consumo da pousada, que terá uma alimentação diferenciada e orgânica para seus hóspedes.

Quanto aos materiais, optamos por valorizar ao máximo a iluminação e ventilação natural, onde os painéis em vidro desempenharão um importante papel.
A estrutura já está pronta e é toda em madeira certificada, e utillizaremos na vedação os tijolos de barro artesanal, existentes em ambundância na região.

A região encontra-se bem afastada de centros urbanos, e por essa razão, resolvemos usar ao máximo os materiais locais, evitando assim a “importação” e transportes desnecessários à obra.

Confira algumas imagens:

estrutura em madeira angelim vermelho

vista a partir do andar superior

praínha particular às margens do rio aiuruoca

equipe responsável: arq. camila, eng. gilberto e arq. karla

Sobre Aiuruoca

Nome de origem tupi, que significa casa dos papagaios, tem sua origem em princípios do século XVIII, quando um paulista de Taubaté, João Siqueira Afonso, atravessou a Serra da Mantiqueira, descobriu as minas de Sumidouro e Guarapiranga e, impulsionado pela ambição, seguiu até a Serra dos Papagaios.

Nessa serra, o paulista fundou, por volta de 1706, o arraial de Aiuruoca, junto às minas de mesmo nome, atraindo exploradores portugueses e paulistas. Com o seu território desmembrado de Baependi, a Vila de Aiuruoca foi instalada e em 1868, passou à categoria de cidade.

Quando o ouro se esgotou, o povoado, que se fixou na região, começou a se dedicar à criação de gado leiteiro e à agricultura. A criação de gado transformou a Aiuruoca de hoje em um dos grandes produtores de laticínios em MG, sendo, inclusive, um grande exportador de queijos.

A cidade é a porta de entrada para o Vale do Matutu, reserva natural de 30 km² que concentra boa parte das belezas naturais da região. Dá até para dizer que a cidade é dividida em duas, de um lado, o pacato Centro, com uma igrejinha e a praça principal, e do outro, o imenso Matutu.
No alto do Vale, a 17 km (de terra) do Centro, fica o casarão-sede da reserva, ponto de informações sobre o local. Entre novembro e março, por causa da chuva, o acesso às atrações e a algumas pousadas fica difícil.

Fonte: Secretaria de Turismo de Minas Gerais e viajeaqui

A pousada é um projeto da Item 6 Arquitetura e Sustentabilidade e está sendo construída pelo Eng. Gilberto Pereira Ribeiro, que mora em Aiuruoca e é proprietário da Estalagem Mirante, uma ótima opção para quem pretender conhecer a região e apreciar a natureza local.

Conforme o andamento das obras, iremos atualizando vocês sobre as novidades do projeto.

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Película solar inteligente

A 3M apresentou, na feira de tecnologia Ceatec 2011, no Japão, uma película para vidros que transforma a luz solar em energia.

O novo produto, que também bloqueia a transmissão de raios infravermelhos, é capaz de captar energia solar tanto em ambientes externos como internos.
A película bloqueia e absorve 80 % da luz solar visível e 90 % de luz infravermelha.

película que transforma luz em energia | fonte: 3M

Em termos financeiros, a película poderá custar até 50% menos do que um painel solar convencional, facilitando a popularização da forma de energia.
Contudo, ao menos por enquanto, o filme será capaz de gerar apenas 20% da energia que um painel comum consegue produzir.
Para exemplificar esse consumo, com sol a pino, 1 m² da película consegue gerar energia suficiente para carregar um iPhone.

Outro ponto positivo é a sua instalação, já que aparentemente, a película é mais fácil de ser aplicada, não requer um espaço próprio e praticamente não modifica a aparência das janelas.

A empresa planeja colocar a novidade no mercado ainda em 2012, que serão vendidas em folhas e poderão ser colocadas nas janelas de diversos tipos  de ambientes.

O produto é um daqueles “meio óbvios”, mas que demorou para surgir no mercado!
Tomara que o seu custo aqui no Brasil (seja lá quando ele vier para cá), não inviabilize o seu uso.

Fontes: IDG Now! e TecMundo

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