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Feira de orgânicos no Parque da Água Branca

Hoje acordamos bem cedinho para conhecermos a Feira Orgânica da AAO (Associação de Agricultura Orgânica), no Parque da Água Branca.
A ideia era incorporar os produtos orgânicos com mais força em nossa alimentação, principalmente por causa do nosso filhote, que começou agora a comer frutinhas.

As feiras do produtor são espaços de comercialização direta dos agricultores associados da AAO que têm atividade agropecuária orgânica.
Trata-se de mais uma forma de fortalecimento da produção, colocando o consumidor em contato direto com o produtor, numa relação de constante troca.
São mais de 100 famílias (geralmente mais de uma família por banca) que desde 1991 viabiliza sua produção através da garantia de comercialização de seus produtos.

Todos os produtores são orgânicos e certifcados, isso significa que os produtos são fiscalizados nos seus locais de produção, processamento e armazenamento, garantindo ao consumidor a qualidade orgânica de cada produto adquirido.

O Parque da Água Branca por si só já seria um passeio muito bacana e ainda pudemos tomar, bem do ladinho da feira, um delicioso café da manhã orgânico para começar bem o dia.
Além da área verde e dos animais que ficam soltos no parque, os visitantes podem conhecer o Aquário, o Museu Geológico, a Praça do Idoso, a Sala de Leitura, entre outras atrações.

 

vista aérea do parque da água branca, em são paulo

Um pouquinho da história…

O Parque Fernando Costa, mais conhecido como Parque da Água Branca ou Parque do Bill, foi criado em 2 de junho de 1929 pelo então secretário de Agricultura, Fernando Costa e até hoje é administrado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Mas seu processo de formação começou bem antes, em meados de 1904, quando o então prefeito de São Paulo, Antônio da Silva Prado idealizou a Escola Prática de Pomologia e Horticultura para que as pessoas pudessem se dedicar à atividade agrícola de forma profissional, ajudando a elevar a qualidade dos produtos, difundindo o cultivo, aumentando a produção e barateando os preços. A escola funcionou até 1911.

A Feira Orgânica da AAO acontece todas terças, sábados e domingos, das 7:00h às 12:00h, mas procure chegar cedo para garantir os melhores produtos.

Maiores informações:
Parque da Água Branca
Av. Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca
São Paulo | SP
(11) 3865-4130
Aberto todos dos dias das 6h às 22h

Posted in Meio Ambiente e Sustentabilidade, Produtos |

Árvores Vivas no JT

No final do ano passado, eu postei sobre as mudas que ofereci de brinde aos clientes e parceiros, vocês lembram?

E se vocês pensam que o Árvores Vivas se limita a esse tipo de atividade, enganam-se totalmente.

À frente de projetos incríveis, sempre exaltando o verde de nossas cidades, está Juliana Gatti, uma designer que se rendeu à paixão pelas plantas e que a cada dia inova com ideias sustentáveis muito interessantes.

Confira a matéria que saiu no último sábado no Jornal da Tarde, sobre os passeios verdes promovidos pelo Árvores Vivas.

Designer de SP cria turismo de árvores

Ela organiza passeios pela cidade para mostrar detalhes e curiosidades da vegetação

Marici Capitelli
marici.capitelli@grupoestado.com.br

À frente de uma das iniciativas de passeios verdes está a designer Juliana Gatti Pereira, de 29 anos.
Ela começou a notar mais as árvores há quatro anos.

Com o olhar de designer, Juliana conseguia identificar nuances em cada uma das espécies que encontrava. “Eu conseguia perceber a arquitetura das copas e o desenho das folhas.” Ela resolveu estudar Botânica na USP e, para complementar, fez curso de paisagismo e jardinagem emergulhou nos livros sobre árvores.

Então veio amudança na vida profissional. Ela fez curso de empreendedorismo social e abriu uma empresa sustentável, a Árvores Vivas. Foi a transformação da paixão em negócio. Entre os produtos ecológicos que oferece, estão os passeios verdes.

matéria sobre o árvores vivas no jt | imagem: jt

Pode-se dizer que são turistas. E dosmais diferentes: visitam árvores da cidade como se fossem obras de arte. E à frente desses grupos de exploradores urbanos está a paulistana Juliana Gatti Pereira, de 29anos. Organizadora e idealizadora do que chama de passeio verde, ela mostra durante o roteiro detalhes nas árvores que passam despercebidos para a maioria das pessoas. Um exemplo é o fruto da chichá, árvore encontrada em Perdizes, que tem formato de coração. São informações como essa e não apenas técnicas que ela ensina sobre as espécies durante os roteiros turísticos.

Designer, formada pela Belas Artes, Juliana começou a prestar mais atenção nas árvores há quatro anos. “Alguma coisa”, como ela mesma diz, reacendeu dentro dela trazendo devolta as lembranças das férias escolares em meio a árvores, na casa dos avós em Tietê, interior de São Paulo.

Como o lhar de designer,conseguia identificar nas árvores paulistanas nuances únicas em cada uma das espécies que encontrava pelo caminho.“Eu conseguia perceber a arquitetura das copas e o desenho das folhas.”
Juliana foi estudar Botânica na USP. Fez curso de paisagismo, jardinagem e saiu em busca delas pelas ruas. O resultado é que acabou identificando muitas árvores. Se você quiser saber onde tem ipês, é só perguntar. “Os mais belos, você
vai encontrar nos cemitérios.”

O amor pelas árvores acabou provocando uma mudança na sua vida profissional. Ela abriu uma empresa sustentável, a Árvores Vivas. Foi a transformação da paixão em negócio. Entre os produtos ecológicos que oferece, estão os passeios verdes.
Os grupos são heterogêneos. Num dos roteiros, as crianças fazem broche de folhas que colam na roupa para conhecer a diferença entre manacá e quaresmeira.

“Estimulo o contato físico.” O que ela gostaria para a cidade? “Despertar nos paulistanos a sensibilidade para as árvores. ”Para ela, a percepção das espécies que estão no caminho de cada um no dia a dia pode ser uma “meditação no caos de SãoPaulo”.

As árvores, segundo ela, ensinam sobre o tempo. Não o do relógio, mas o tempo das coisas na vida. Afinal, elas se modificam seguindo as mudanças das estações, filosofa Juliana, que organiza em setembro a 1ª semana cultural das árvores, no Parque da Luz.

Maiores informações:

Para maiores informações sobre os próximos passeios, é só acessar o site do Árvores Vivas ou entrar em contato via e-mail.
Você também pode seguir todas as novidades pelo twitter: @arvoresvivas.

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Palestra sobre arquitetura sustentável

Estive ontem na palestra “Em busca de uma arquitetura sustentável para o planeta”, com o arquiteto japonês Mitsuru Senda.

O evento aconteceu no auditório da FAU-USP e também contou com a participação do grande arquiteto e urbanista Ruy Ohtake.

Man Senda, como também é conhecido no Japão, é professor  da “The Open University of Japan”, desenvolve projetos de espaços públicos e tem um carinho especial pelos parques infantis.

Adotou a palavra instituto ao invés de escritório de arquitetura, por acreditar que o projeto tem que acontecer de dentro para fora e que, para funcionar, precisa da participação de diversas áreas de atuação.

Ele apresentou o estatuto para a arquitetura global, que tem como meta constribuir para o design ambiental do planeta e é composto pelos seguintes itens:

  1. Longevidade: toda arquitetura precisa durar;
  2. Simbiose natural: convivência e minimização dos impactos com a natureza;
  3. Eficiência energética: minimização da energia ao longo da vida útil do edifício;
  4. Conservação de recursos – ciclos: uso de elementos e materiais renováveis e recicláveis;
  5. Sucessão: transmissão às futuras gerações da arquitetura como um patrimônio da cidade.

Assim como temos o Processo AQUA no Brasil, o LEED, nos EUA e a Dérmache HQE na França, o Japão se baseia nos critério da CASBEE para certificação sustentável de seus edifícios.

Confira alguns dos projetos do Arq. Mitsuru Senda:

vista aérea do qi zhong tennis center, em xangai

vista externa do qi zhong tennis center, em xangai

vista externa do tokyo tatsumi international swimming center

vista aérea do foshan pearl gymnasium, na china

A participaçã do Arq. Ruy Ohtake foi interessantíssima, pois ele abordou os desafios da sustentabilidade brasileira em relação a uma realidade social oposta a do Japão.

Ele também apresentou o seu projeto para o Centro de Convivência Educativo e Cultural Heliópolis, na cidade de São Paulo.

O projeto, doado pelo arquiteto, engloba na primeira fase a construção de três Centros de Educação Infantil (CEIs) com 789 m² cada, dois pavimentos, 5 salas de atividades, 2 berçários e uma sala multiuso, totalizando 8 salas e a reforma do Centro Cultural, onde serão implantados, em uma área de 1.485 m²: cinema, salas de exposições, reuniões, palestras, foto e de vídeo, TV comunitária, e cursos profissionalizantes.

Confira alguma imagens do projeto:

vista externa do centro de convivência | imagem: piniweb

vista externa do centro de convivência | imagem: piniweb

vista externa do centro de convivência | imagem: piniweb

O desenvolvimento do projeto contou com a participação direta da comunidade em todas as decisões, desde a escolha das cores até a gestão dos serviços.

A cidade de São Paulo tem 25% de suas habitações em condições precárias e a solução para esse problema não é apenas construir moradias populares e sim fazer com que essa população divida a responsabilidade do uso e conservação da sua comunidade.

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