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Sobre madeiras

Muita gente quer entender melhor o que são as madeiras certificadas, então vou tentar esclarecer aqui as principais dúvidas que chegam sobre esse assunto.

Primeiro vamos distinguir madeira certificada, de madeira de reflorestamento e ainda, de madeira de demolição.

A madeira de demolição, muito usada ultimamente em projetos arquitetônicos e decorativos, desperta interesse por sua rusticidade e ainda por ser reaproveitada, não sendo necessário uma nova extração de árvores da natureza.
Mas isso não a torna sustentável, já que dificilmente é possível saber sua procedência, mas o fato de ser reaproveitada a torna um material ambientalmente correto ao consumo.

Já o reflorestamento é o plantio de árvores de rápido crescimento, que podem substituir em diversos usos as madeiras nativas, de crescimento mais lento e extração mais difícil.
Porém, mesmo evitando o uso de madeira da floresta amazônica, as plantações de pinus e eucalipto podem causar estragos sociais e ambientais se não forem aplicados critérios socioambientais no plantio.

Atualmente, existem aproximadamente 544 milhões de hectares de florestas nativas e 5 milhões de hectares de florestas plantadas no Brasil. As de eucalipto representam cerca de 3 milhões de hectares e o restante é ocupado por pinus e outras espécies.
O setor de produtos florestais responde atualmente por 4% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

A certificação da madeira é uma garantia de origem que serve também para orientar o comprador atacadista ou varejista a escolher um produto diferenciado e com valor agregado.
Ao mesmo tempo, permite ao consumidor consciente optar por um produto que não degrada o meio ambiente e contribui para o desenvolvimento social e econômico das comunidades florestais.

No Brasil existem dois sistemas de certificação florestal, o FSC e o CERFLOR.

FSC

O FSC (Forest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal) é uma organização independente, não governamental, sem fins lucrativos, criada no início da década de 90 com o intuito de contribuir para a promoção do manejo florestal responsável ao redor do mundo.

O selo FSC é a ferramenta de controle da produção florestal, que tem por objetivo orientar o consumidor em suas decisões de compra. Em suma, ele oferece um link confiável entre a produção e o consumo responsáveis de produtos florestais, permitindo que consumidores e empresas tomem decisões em prol das pessoas e do ambiente.

CERFLOR

Já o CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal), visa a certificação do manejo florestal e da cadeia de custódia, segundo o atendimento dos critérios e indicadores aplicáveis para todo o território nacional prescritos nas normas elaboradas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e integradas ao Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade e ao Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

As normas que compõem o Cerflor foram elaboradas pela CEE (Comissão de Estudos Especial de Manejo Florestal), no âmbito da ABNT, fórum nacional de normalização.

Com essas informações, já é possível ter uma nova consciência ambiental na hora de escolher produtos ambientalmente corretos e também sustentáveis!

Fonte: FSC e CERFLOR

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Palestra de Michael Braungart no TEDxAmazônia

Confira a incrível palestra de Michael Braungart no TEDxAmazônia, ele defende um sistema no qual não haja resíduo na produção industrial. Quer que deixemos de pensar que ser sustentável é fazer menos mal à natureza e que comecemos a fazer só o bem.

Michael é alemão, químico, consultor de empresas como Ford e Nike e autor do livro Cradle to Cradle (do berço a berço).

Confira o que já foi postado no blog sobre o TED.

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Calçadas em São Paulo

Ultimamente o tema calçadas tem sido muito abordado, principalmente quando o assunto é acessibilidade.

Na semana passada eu dei uma entrevista para o JT sobre os materiais usados nos passeios públicos e é muito bom saber que as pessoas estão se interessando mais pelas questões urbanísticas de nossas cidades, afinal, somos os maiores interessados, não é mesmo?

É verdade que existem situações absurdas aqui em São Paulo, onde é possível flagrar calçadas intransitáveis em praticamente todos os bairros da cidade, mas muita coisa tem sido feita para que os passeios possam desempenhar o seu verdadeiro papel.

calçada na rua bela cintra, em são paulo

Um exemplo de que esse panorama já evoluiu consideravelmente é o programa Passeio Livre de padronização de calçadas.

“O Programa Passeio Livre da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras tem por objetivo a implementação de um novo conceito de passeio público, padronizando as calçadas, organizando a localização do mobiliário urbano, melhorando a drenagem e garantindo a livre circulação de pedestres e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida”.

Confira a cartilha do Passeio Livre com as principais informações sobre o programa.

Apesar das dimensões da cidade de São Paulo, as intervenções do Passeio Livre já começaram a transformar a paisagem da metrópole.

Nos locais onde ocorreram as intervenções o impacto visual é muito positivo e se reflete tanto no aumento do número de frequentadores como no comportamento destes, que passam a zelar pelo espaço, confira algumas imagens:

calçada da rua oscar freire, em placas de concreto

calçada da rua oscar freire, com placas de concreto

calçada da av. paulista, em concreto moldado in loco e piso podotátil

Confira o que já foi postado no blog sobre calçadas e não deixe de enviar imagens que denunciem o péssimo estado desses passeios, para que fiquemos cada vez mais atentos a esse problema que diz respeito a todos nós.

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Guarda-chuva sustentável

O Brelli é um exemplo de como os produtos simples, do nosso dia-a-dia, podem ser adaptados a uma nova realidade sustentável.

Ele é um guarda-chuva feito a partir de materiais ecologicamente corretos, sua estrutura é de bambu, a cobertura de plástico biodegradável e até a embalegm é feita com algodão orgânico.

Isso sem contar o design, projetado em linhas orientais, ele está disponível em 3 tamanhos e nas opções transparente e fumê.
Esta última, oferece uma proteção contra os raios UVA/UVB, protege do sol e da chuva e está disponpivel em 2 tamanhos.

Confira algumas imagens:

brelli transparente | imagem: the brelli

estrutura em bambu | imagem: the brelli

capa em algodão orgânico | imagem: the brelli

Tenho postado muito aqui sobre produtos verdes, afinal, eles estão cada vez mais presentes em nossas vidas, mas temos que tomar muito cuidado com os rótulos de “sustentável” que acompanham esses itens.

Lembrando que para ser sustentável, o produto tem que atender a vários requisitos, não basta, por exemplo, uma matéria-prima verde se a sua produção ou transporte comprometem o meio ambiente.

Precisamos aprender a analisar o processo produtivo como um todo, conheça um pouco mais sobre os materiais sustentáveis.

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