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Mutirão para limpeza do mar

No último dia 16, eu postei sobre o lixo deixado no mar de Salvador após o Carnaval desse ano, e hoje venho mostrar aqui uma iniciativa do Global Garbage com o patrocínio da Skol, para reverter esse lamentável quadro de descaso.

A Operação Fundo da Folia, que aconteceu no dia 27 e 28/03, na praia da Barra, em Salvador, foi um grande mutirão de limpeza de todo o lixo jogado no mar após o Carnaval.

Foram 45 pessoas envolvidas na operação, que recolheram cerca de 450 kg de lixo de aproximadamente 1 km de costa e a uma profundidade média de 1 a 4 metros.

Além das latas de cerveja que se espalharam no fundo do canal, vários outros tipos de resíduos foram encontrados, como garrafas de vidro, pedaços de ferro, embalagens plásticas, roupas, pneus, barbeadores, fones de ouvido, preservativos e até velas automotivas, muito triste!

latinhas acumuladas no mar de salvador | imagem: global garbage

A ação, junto com a equipe da Skol, foi toda voluntária e enquanto os mergulhadores retiravam o lixo do fundo do canal, outra equipe procurava conscientizar o pessoal na areia sobre a importância de se dar o devido destino final ao seu lixo.

mergulhadora retirando latinha do mar | imagem: skolweb

lixo acumulado na areia | imagem: skolweb

Confira mais imagens do evento na galeria da Skol no Flick.

Parabéns à Global Garbage, pelo excelente trabalho e também à Skol, que soube reverter a lamentável situação envolvendo a sua marca, em uma ação comunitária pelo meio ambiente.

Fonte: Global Garbage

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Lixo no mar

Vejam só o estado absurdo em que ficou o mar de Salvador após o Carnaval deste ano.

Os foliões simplesmente usaram as praias como lixeiras para as milhares de latinhas que foram ali jogadas, confira o vídeo com a matéria do Jornal da Record:


É inacreditável que esse tipo de crime ainda aconteça nos dias de hoje, onde o mundo passou a correr atrás do tempo perdido, devido a todo descaso com o meio ambiente ao longo dos anos.

E o mais triste é saber que isso foi causado, em sua maioria, por jovens brasileiros, que deveriam proteger as nossas riquezas naturais acima de qualquer coisa!

Projeto Lixo Marinho

Mas foi a partir dessa infeliz notícia que eu pude conhecer o Projeto Lixo Marinho, que tem como principal objetivo aumentar o conhecimento sobre o lixo marinho no Oceano Atlântico Sul Ocidental e, mais especificamente, nas zonas costeiras e marinhas brasileiras.

Vale a pena conferir e divulgar também o site do Global Garbage, que reúne em um só lugar todas as informações relevantes sobre o lixo marinho e as ações em combate a esse crime.

Confira a matéria “Uma farra de lixo no fundo do mar”, postada no site Eco Desenvolvimento.

Fonte: Global Garbage | Eco Desenvolvimento

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Réveillon sustentável

Se você é uma daquelas pessoas que não perde a oportunidade de fazer rituais na virada do ano, saiba que muitas das práticas mais comuns costumam poluir o meio ambiente, principalmente as nossas praias.

Normalmente, as oferendas que envolvem alimentos, velas, papéis e flores são feitas ao ar livre, e isso pode prejudicar muito essas áreas, basta conferir como fica a praia no primeiro dia do ano, com areia e mar repletos de resíduos do dia anterior.

Mas se você não vai abrir mão da oportunidade de atrair bons fluidos, opte por itens biodegradáveis, as flores, por exemplo, são absorvidas pelo mar, já os recipientes cerâmicos e as garrafas com bebidas alcoólicas ou perfumes, além não se decomporem rapidamente, podem causar acidentes às pessoas e animais distraídos.

Espero que as tradições afro-religiosas também passem a se engajar na luta pela preservação do planeta, afinal, todos teremos que nos adaptar, da melhor forma possível, à nova realidade que vivemos hoje.

E lembrando também que não existe melhor maneira de atrair boas energias do que cuidar da nossa natureza, não é mesmo?

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Branqueamento dos corais

banner_coral

Alguns assuntos vêm me chamando muito a atenção no livro que estou lendo: “Seis Graus”, de Mark Lynas, e um deles é o branqueamento.

Tem a ver com a acidez dos oceanos, que cheguei a postar aqui no blog, mas o tema é tão sério que merece muito mais a nossa atenção.

Antes de mais nada, é preciso entender melhor o equilibrado funcionamento de um recife de coral.

Eles são na verdade o esqueleto externo produzido por milhões de pólipos corais, que secretam carbonato de cálcio (CaCO3) em forma de ramos, leques e globos.
Cada pólipo contém algas, pequenas plantas que vivem em relação simbiótica com os seus hospedeiros animais, sendo que ambas as partes se beneficiam: o coral obtém os açúcares produzidos pelas algas através da fotossíntese da luz (transformando-os em energia), enquanto as algas retiram a sua fertilidade dos produtos eliminados pelos pólipos.

Mas, infelizmente, esse cômodo relacionamento só pode continuar em condições aquáticas adequadas.

O branqueamento é uma resposta a um estresse resultante de várias condições ambientais fora do limite normal de um determinado local, podendo ser causados por:

  • Temperatura anormalmente alta ou baixa;
  • Turbidez (níveis baixos de radiação solar);
  • Altos níveis de radiação UV;
  • Poluição;
  • Alterações químicas na água devido às altas concentrações de CO2 (acidez dos oceanos).

O branqueamento é, sem dúvida, um fenômeno recente, observado nos oceanos do mundo somente a partir dos anos 1980.
E segundo estudos científicos, não foi encontrada nenhuma evidência de que esse tipo de ocorrência pudesse ter acontecido nos milênios passados.
O primeiro branqueamento em massa ocorreu em 1998, na Grande Barreira de Coral, na costa de Queensland, Austrália.
De acordo com inspeções realizadas por mergulhadores, 90% dos corais embranqueceram nas Ilhas Virgens Britânicas, 66% em Trinidad e Tobago e 50% nas Índias Ocidentais Francesas.
E por ser um fenômeno das regiões tropicais e subtropicais, o Brasil não ficou imune a esses acontecimentos, o fenômeno foi registrado pela primeira vez no ano de 1994, em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, e observado novamente no início de 1996, em São Sebastião.

parte não branqueada de cor marrom, à direita l imagem: cebimar - usp

parte não branqueada, de cor marrom l imagem: cebimar - usp

Este é um desastre de dimensões quase incalculáveis para a biodiversidade global, atrás apenas das florestas tropicais, em termos da vibração e da diversidade da vida que eles nutrem.
Os recifes de corais pelo mundo abrigam e alimentam 1/3 de toda a vida nos oceanos, inclusive 4 mil tipos de peixes.

Qual o nosso papel?
Mudar os hábitos que contribuam com o aquecimento global e divulgar ao máximo de pessoas as ações pelo meio ambiente.

Bibliografia: LYNAS, Mark, Six degrees: our future on a hotter planet, 2007, trad. bras. Seis Graus: o aqueciment global e o que você pode fazer para evitar uma catástrofe, Rio de Janeiro, Zahar, 2008.

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