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Protesto do Greenpeace contra BP

Desde o início do vazamento de óleo nos EUA, o escritório do Greenpeace no país acompanha de perto o desastre, apoiado por outros escritórios da organização pelo mundo.

Na semana passada, foi a vez do Greenpeace Brasil se manifestar contra a atuação da British Petrol, confira as imagens a seguir:

imagens do protesto do greenpeace em são paulo

Ativistas do Greenpeace simularam um vazamento de óleo em frente ao escritório do grupo BP em São Paulo.

O protesto criticou o desastre ambiental provocado pela explosão de uma plataforma de petróleo da empresa no Golfo do México.

Criticou também os riscos de continuar a investir em energias fósseis, o que demanda ir cada vez mais longe e mais fundo para encontrá-lo.

A ação simulou um derramamento de óleo utilizando quatro barris cheios com uma substância preta (mistura de farinha com tinta não tóxica e lavável), onde foram jogados bichos marinhos de pelúcia, em referência à fauna ameaçada no Golfo.

Uma placa que dizia “BP hoje, pré-sal amanhã” foi afixada para pontuar os perigos de se explorar petróleo em alto mar.

Atualmente, essa tecnologia é inédita e os riscos de acidentes a 7 metros de profundidade são imprevisíveis.

Fonte: Greenpeace

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Energia solar para a avó de Obama

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Adivinhem só quais países serão os mais afetados com as consequências do aquecimento global?
Claro que os mais pobres, muitos países da África, por exemplo, já sofrem com a redução das chuvas, que agrava problemas com a agricultura e inviabiliza o desempenho das hidrelétricas em larga escala.

Para ter uma ideia dessa situação de codependência, os países ricos terão que pagar, ao menos, 140 bilhões de dólares por ano para que as nações menos desenvolvidas ajudem a evitar o aquecimento global, preservem suas florestas e se adaptem às consequências das mudanças climáticas que já são inevitáveis.

Faltando apenas 15 semanas para a Conferência do Clima em Copenhague, o Greenpeace, através do Programa Geração Solar, comandou uma ação com jovens da comunidade de Nyang’oma Kogelo e do Programa da Juventude da Comunidade de Kibera, no Quênia.

A ideia foi chamar a atenção para o fato de que a energia solar pode chegar até os lugares mais distantes e com isso conscientizar essas comunidades, e o resto do mundo, sobre a importância das energias renováveis no combate às mudanças climáticas.

O mesmo grupo de jovens se reuniu para instalar painéis solares na escola Senador Barack Obama e na casa da avó do presidente americano, mãe do pai dele, Mama Sarah, que vive na região.

painel solar instalado para avó de obama l imagem: greenpeace

painel solar instalado para avó de obama l imagem: greenpeace

“Eu estou muito lisonjeada com as melhorias da minha casa graças à energia solar. Vou garantir que meu neto fique sabendo disso. Nós também qualificamos os jovens na vila que podem ajudar na manutenção dos sistemas solares”, disse Mama Sarah.

Os jovens também estão aprendendo como os painéis solares geram eletricidade, sua instalação, manutenção e montagem de lâmpadas solares.

Sobre o Programa

O Programa Geração Solar é uma iniciativa do Greenpeace que estimula a criação de consciência pública sobre as mudanças climáticas e promove as energias renováveis através da implementação de projetos em vários lugares do planeta.

Ele teve início em 2003 e agrega jovens ativistas ambientais, entre 14 e 25 anos, no Egito, Fiji, França, Alemanha, Indonésia, Filipinas, Polônia, Espanha, Suíça, Tailândia e Turquia, atuando também com parceiros na África, América do Sul e Ásia.

Sobre a energia solar

Além de terem baixo impacto ambiental e serem fundamentais para o combate ao aquecimento global, as energias renováveis têm um forte apelo econômico.

O custo do kWh gerado nos painéis ainda é superior aos custos da energia das hidrelétricas e mesmo das termelétricas, mas deve se igualar ao custo médio da energia fornecida à rede nos próximos cinco anos.
Sem impedimentos técnicos ou econômicos, os desafios para que a energia solar emplaque no mundo devem mirar a derrubada das barreiras políticas.

No Brasil o caminho é mais longo, mas as barreiras políticas já estão sendo quebradas.
A energia solar ainda é cara e não recebe subsídios do governo, mas as discussões sobre o incentivo às energias renováveis estão avançando.

Uma legislação consistente para o setor está tramitando no Congresso Nacional e prestes a ser votada.
O Projeto de Lei 630 prevê incentivos ao desenvolvimento das energias renováveis como o direito de distribuir e vender energia gerada por turbinas de vento, biomassa ou placas solares à rede ou em comunidades isoladas e a restrição a participação das termelétricas nos leilões de energia.

As energias limpas seriam uma maneira de conter o avanço das mudanças climáticas e seus impactos.
Apesar de os custos da energia solar ainda serem mais altos, os mesmos devem ser reduzidos em até cinco anos.
Hoje, a demanda por esse tipo de energia renovável cresce 30% ao ano.

Fonte: Greenpeace

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Camisetas e Baleias de Origami, do Greenpeace

O escritório do Greenpeace no Japão conseguiu juntar, através de ativistas, colaboradores e voluntários de todo o mundo, 200 doações de camisetas de campanhas.

Essas camisetas têm um valor muito significativo, pois contam um pouco da história do Greenpeace ao longo de 30 anos de protesto e luta a favor do meio ambiente.

Confira a galeria do Flickr com os modelos expostos.

Lembrando que o Japão ainda é alvo de muitos protestos da organização devido à caça às baleias no país!

No início desse ano o Greenpeace, lançou um protesto online, chamado Baleias de Origami, onde as pessoas são convidadas a criar a sua própria baleia e enviar automaticamente uma carta ao primeiro ministro do Japão, pedindo que acabe com a caça de baleias: ilegal e desnecessária.

Eu já fiz a minha, acesse o site e crie a sua também!

minha baleia de origami l imagem: greenpeace

minha baleia de origami l imagem: greenpeace

Fonte: Ecoblogs, Greenpeace

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G8 e o aquecimento global

g8Começou ontem, em L´Aquila, na Itália, a reunião do G8 (formado por Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão) e onde um dos temas discutidos é o aquecimento global.
As metas definidas pelo Protocolo de Kyoto já foram alcançadas por Alemanha, Reino Unido e França, mas os resultados obtidos e as medidas planejadas a longo prazo não são suficiente para manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC.

Confira um resumo da análise para os países do G8, seguindo a ordem deles no ranking do relatório:

  • Alemanha: As metas definidas em Kyoto foram alcançadas, ainda que para isso tenha contribuído o desmantelamento da indústria da antiga Alemanha Oriental. Pontos positivos são, principalmente, o uso cada vez maior de energias renováveis e a meta de reduzir as emissões de CO2 em 40% até 2020. A Alemanha, porém, tem desempenhado cada vez menos um papel de liderança no contexto internacional;
  • Reino Unido: As metas definidas em Kyoto também foram alcançadas e há o comprometimento de reduzir as emissões de CO2 em 80% até 2050. Ponto positivo é a substituição do carvão pelo gás na geração de energia. O país apresenta, porém, piora no uso de energias renováveis;
  • França: Os baixos níveis de emissão de gases estufa são obtidos principalmente pelo amplo uso de energia nuclear, o que é criticado pelo WWF. As emissões de CO2 também diminuem em ritmo lento;
  • Itália: Os níveis per capita de emissão de CO2 são baixos devido à estrutura econômica do país. Mas as emissões estão subindo e estão muito acima dos níveis estipulados em Kyoto. Falta para o país uma política climática eficaz;
  • Japão: Os baixos níveis de emissões de gases estufa são obtidos principalmente por meio do alto grau de eficiência da indústria, além do uso de energia nuclear. Ainda assim, as emissões de CO2 estão acima dos níveis de 1990 e, dessa forma, muito além dos limites definidos em Kyoto. As metas de redução de emissões para 2020 são insuficientes;
  • Rússia: Os níveis de emissões relativamente baixos em comparação a 1990 estão relacionados com a reestruturação da indústria no início dos anos 1990. As emissões de CO2 sobem continuamente desde 1999 e pouco é feito contra isso;
  • Estados Unidos: As emissões per capita de CO2 são maiores do que em qualquer outro país do G8 e continuam subindo. Mas, após anos de marasmo, o novo governo está finalmente adotando esforços em favor da proteção do clima;
  • Canadá: As emissões de CO2 sobem continuamente e estão muito acima da meta de Kyoto. Não há objetivos apropriadas de proteção climática.

Países emergentes:

Apesar de não terem metas obrigatórias estipuladas no Protocolo de Kyoto, segue a situação atual dos cinco países emergentes:

A África do Sul pretende reduzir em 30% suas emissões até 2050, e o México, em 50%. China e Índia são elogiadas por investir fortemente em energias renováveis e, segundo o relatório, possuem metas ambiciosas para elevar a eficiência energética. Ainda assim, nos dois países asiáticos as emissões crescem em ritmo acelerado, diz o documento.

O Brasil é elogiado por seu engajamento no combate ao desmatamento, principal fonte de emissões de gases do efeito estufa no país.
Só acho que estamos no grupo errado, já que estamos trabalhando para combater a nossa principal contribuição para o aquecimento global, que é o desmatamento da Amazônia. Diferentemente da Índia e China, aos quais somos comparados por estarmos no mesmo grupo, pois esses países precisam atrasar seu desenvolvimento econômico para grandes investimentos no combate às emissões de poluentes, já que ambos têm o carvão como principal combustível.

Como participar:

Quer fazer alguma coisa para ajudar? É só participar do abaixo-assinado do Greenpeace que será enviado aos governos dos países do G8 para persuadi-los com a questão do aquecimento global no encontro.

Fonte: Deutsche Welle

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