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Jardins filtrantes

Você já ouviu falar nos jardins filtrantes?

Trata-se de uma tecnologia, também conhecida como fitorestauração, que consiste no uso de plantas para tratar esgotos domésticos e efluentes industriais.

Além da estética oferecida pelo paisagismo, suas plantas e microorganismos capturam e digerem matéria orgânica, fuligem e outros materiais que, do contrário, correriam direto para rios e lagos, perturbando o seu equilíbrio.

jardim filtrante criado pelo engenheiro francês thierry jacquet

Os jardins filtrantes são uma das soluções mais bem sucedidas para tratar águas usadas (eliminação de cargas orgânicas, azoto, fósforo, desinfecção de germes, biodegradação de novas moléculas, entre outros).

Como essa tecnologia tem como base a absorção dos resíduos pelas plantas, não há decomposição dos resíduos ou qualquer processo químico que resulte em geração de gás, eliminando o mal cheiro durante o ratamento.
Isso possibilita a aplicação desse sistema em locais próximos a moradias ou locais públicos.

Tratamento de efluentes

Segundo a SABESP (Compania de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), os jardins filtrantes também se mostraram a opção mais ecológica no tratamento de lodo contaminado e, obviamente, de recuperação e preservação de rios.

No caso do lodo, as ações são por meio da rizosfera, que é a região onde o solo e as raízes das plantas entram em contato. O número de microrganismos na raiz e à sua volta é muito maior do que no solo livre e os tipos de microrganismos na rizosfera também diferem do solo livre de raiz.

Quarenta tipos de efluentes podem ser tratados através da técnica dos jardins filtrantes, além do lodo também poder se transformar em adubo.
Através da fitorestauração podem ser condicionados os lodos de ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto), eliminando a necessidade de disposição de aterros sanitários, produzindo, então, um composto fertilizante.

Através da aplicação dessa técnica,  solos contaminados, rios e lagos podem ser  recuperados e revitalizados.

Vídeo

O vídeo a seguir, apresentado no programa Cidades e Soluções, mostra como os jardins filtrantes estão contribuindo na despoluição do Rio Sena, na França.

Para maiores informações sobre como implantar os jardins filtrantes em seu projeto ou empreendimento, entre em contato com a Item 6 Arquitetura e Sustentabilidade.

Fonte: Arquitetônico, Phytorestore e SABESP

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Dia Mundial da Água

O mundo comemora hoje, 22 de março, o Dia Mundial da Água e pelo tema ser tão amplo, fica até difícil escolher sobre o que escrever.

E foi por essa razão que eu resolvi fazer um apanhado do que já foi postado aqui no blog, sobre esse bem tão precioso e ao mesmo tempo tão mal gerenciado.

Esse é mesmo um tema inesgotável, onde vários tópicos podem ser abordados a cada dia, e o que precisamos alertar sempre aqui é a necessidade de conscientização das pessoas em relação ao desperdício da água em nosso planeta.

Dados sobre a escassez de água

Segundo levantamento da ONU (Organização das Nações Unidas), mais de 1 bilhão de pessoas, cerca de 18% da população mundial, estão sem acesso a uma quantidade mínima de água de boa qualidade para consumo.

O drama diz respeito à sede e à escassez de água para cozinhar, tomar banho e plantar, mas também à disseminação de doenças causadas pela ausência de tratamento da água, como diarréia e malária.

A principal causa da escassez de água potável é o mau uso.
Estima-se que, de cada 100 litros de água própria para consumo, 60 litros se percam em razão de maus hábitos ou de distribuição ineficiente.

A agropecuária é a atividade que mais consome água no mundo, calcula-se que as plantações respondam por 69% de seu uso.
Já a indústria utiliza 21% e o consumo doméstico responde por 10%.

Outros números

  • 1,37 bilhões de km³ é a quantidade de água na Terra;
  • 97% desse volume esté nos oceanos;
  • 3% restantes são de água doce;
  • 2/3 da água doce estão nas calotas polares e geleiras;
  • 1% da água do planeta é o que resta para consumo de 7 bilhões de pessoas;
  • 12% desse 1% está no Brasil;
  • 72% desses 12% estão na região amazônica;
  • 11 países da África e nove do Oriente Médio não têm água;
  • EUA, China, Índia, México, Hungria e Tailândia já não têm água suficiente para abastecimento;
  • 1 em cada 5 habitantes da Terra está sem água potável.
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Água de esgoto tratada

O curso GTA (Gestão e Tecnologias Ambientais) tem me proporcionado oportunidades de reavaliar, a partir de um novo ponto de vista, algumas práticas comuns em minha área de atuação profissional, a construção civil.

Às vezes me sinto um peixe fora d´água por não ser muito familiarizada ao tema, mas muitas disciplinas, como Tratamento de Esgotos e Uso Racional e Reúso da Água, têm abordado temas de discussões bem atuais.

Isso porque nunca se falou tanto sobre os graves problemas que o mundo enfrentará com a escassez de água doce.

O uso desse bem tão limitado e ao mesmo tempo tão disperdiçado por nós, precisa ser revisto e o reúso da água de esgoto tratada é uma solução polêmica, porém viável para solucionar esse problema.

Esse vídeo do programa Cidade e Soluções mostra como, em São Paulo, esse efluente é tratado e reutilizado nas indústrias ou em lavagens de ruas, por exemplo.

E na Califórnia, uma moderna estação de tratamento transforma água de esgoto em uma polêmica alternativa aos moradores.
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Dados sobre a escassez de água

Segundo levantamento da ONU (Organização das Nações Unidas), mais de 1 bilhão de pessoas, cerca de 18% da população mundial, estão sem acesso a uma quantidade mínima de água de boa qualidade para consumo.

A questão é que, mantidos os atuais padrões de consumo e de danos ao meio ambiente, o quadro pode piorar muito, e rapidamente.

Calcula-se que em 2025, 2/3 da população global, ou seja, 5,5 bilhões de pessoas, poderão ter dificuldade de acesso à água potável, e em 2050, já seria cerca de 75% da humanidade.

O drama diz respeito à sede e à escassez de água para cozinhar, tomar banho e plantar, mas também à disseminação de doenças causadas pela ausência de tratamento da água, como diarréia e malária.

A principal causa da escassez de água potável é o mau uso.
Estima-se que, de cada 100 litros de água própria para consumo, 60 litros se percam em razão de maus hábitos ou de distribuição ineficiente.

A agropecuária é a atividade que mais consome água no mundo, calcula-se que as plantações respondam por 69% de seu uso.
Já a indústria utiliza 21% e o consumo doméstico responde por 10%.

Outros números

  • 1,37 bilhões de km³ é a quantidade de água na Terra;
  • 97% desse volume esté nos oceanos;
  • 3% restantes são de água doce;
  • 2/3 da água doce estão nas calotas polares e geleiras;
  • 1% da água do planeta é o que resta para consumo de 7 bilhões de pessoas;
  • 12% desse 1% está no Brasil;
  • 72% desses 12% estão na região amazônica;
  • 11 países da África e nove do Oriente Médio não têm água;
  • EUA, China, Índia, México, Hungria e Tailândia já não têm água suficiente para abastecimento;
  • 1 em cada 5 habitantes da Terra está sem água potável.

Considerações

Pois é, talvez a ideia de beber água procedente de esgoto não agrade a todos, mas em pouco tempo será uma realidade a qual precisaremos aprender a conviver.

Todo o processo de purificação é absolutamente confiável, a água sai da estação de tratamento praticamente destilada e é necessário até adicionar algumas impurezas para que ela não absorva os minerais da tubulação de concreto.

Mas esse assunto ainda renderá muitas discussões em nosso país, pois apesar de termos a maior bacia hidrográfica do mundo, ainda não aprendemos que ela pode se extinguir por intervenções antrópicas, como já aconteceu com vários importantes rios pelo mundo.

O Programa Cidades e Soluções é exibido nos canais Globo News e Futura nos seguintes horários:

Globo News
Domingo às 21:30 h
Segunda às 03:05h, 8:30h e 16:30h
Quarta às 05:05h e 17:30h
Sábado às 05:30h.

Futura
Sexta às 21:00h
Domingo às 15:00h

Fonte: Cidades e Soluções

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Flutuador no Rio Tietê – O fim da jornada

Atendendo a diversos pedidos, resolvi postar sobre o desfecho da aventura de Dan Robson, o guardião do flutuador, na jornada pelo Rio Tietê.

Foram 32 dias de viagem e mais de 550 km de distância, partindo da cidade de Biritiba-Mirim até o município de Barra Bonita, no estado de São Paulo.

Resumindo os níveis de oxigenação levantados em toda a viagem, o flutuador registrou os seguintes percentuais:

  • BOM: em 21% do caminho;
  • RUIM: em 38% do caminho;
  • PÉSSIMO: em 41% do caminho.

Quando Dan e o flutuador chegaram às cidades de Salto e Anhembi, os níveis voltaram à classificação BOA, mas isso ocorreu apenas pela presença das quedas d´água (em Salto) e ondas (em Anhembi), que ajudaram em sua oxigenação.

Até o fim do percurso, o que vimos foram municípios sem nenhum comprometimento com o meio ambiente, despejando o esgoto, muitas vezes sem nenhum tratamento, diretamente no rio.

Confira como funciona o tratamento do esgoto em algumas cidades:

Das 30 cidades mostradas, 6 simplesmente não tratam nada do esgoto, 12 tratam menos de 50%, 4 tratam entre 50% e 75% e apenas 8 tratam mais que isso.

  • São Caetano do Sul: 100% de esgoto tratado;
  • São Manuel: 100% de esgoto tratado;
  • Botucatu: 100% de esgoto tratado;
  • Porto Feliz: 98% de esgoto tratado;
  • Salto: 65% de esgoto tratado;
  • Santo André: 42% de esgoto tratado;
  • Embu: 40% de esgoto tratado;
  • Mogi das Cruzes: 40% de esgoto tratado;
  • Barra Bonita: 20% de esgoto tratado;
  • Laranjal Paulista: 14% de esgoto tratado;
  • Pirapora do Bom Jesus: 13,5% de esgoto tratado;
  • Osasco: 8% de esgoto tratado;
  • Carapicuíba: 5% de esgoto tratado;
  • Tietê: 5% de esgoto tratado;
  • Mauá: 4% de esgoto tratado;
  • Anhembi: 0% de esgoto tratado;
  • Barueri: 0% de esgoto tratado;
  • Santana de Parnaíba: 0% de esgoto tratado;
  • Sorocaba: 0% de esgoto tratado.

A expedição, além de inspirar as pessoas que acompanharam todo trajeto pelo Rio Tietê, serviu como um importante alerta à população e aos governantes, quanto ao descaso existente hoje à esse patrimônio natural do estado de São Paulo.

A esperança:

Confira algumas belíssimas imagens do Rio Tietê, algumas delas além do destino final de Dan e o flutuador.

São cenários muito diferentes dos que estamos acostumados a observar na região metropolitana de São Paulo, mas precisamos acreditar que, assim como aconteceu em outros países do mundo, é possível despoluir o nosso Rio Tietê.

dois córregos | imagem: sptv
rio tietê em dois córregos | imagem: sptv
araçatuba | imagem: sptv
rio tietê em araçatuba | imagem: sptv
rio tietê em araçatuba | imagem: sptv
rio tietê em araçatuba | imagem: sptv

rio tietê em araçatuba | imagem: sptv
rio tietê em araçatuba | imagem: sptv

baixo tietê com o o rio paraná | imagem: margi moss

baixo tietê com o o rio paraná | imagem: margi moss

rio tietê em ibitinga | imagem: olhar único

rio tietê em ibitinga | imagem: olhar único

Confira o que já foi postado sobre o flutuador no Rio Tietê.

Alunos da Professora Vera, boa sorte nas futuras pesquisas!

Fonte: Rios de São Paulo

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