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Cocô de cachorro que vira energia

Quem é que nunca se deparou com um cocô de cachorro bem no meio do seu caminho?

Tudo bem que não existem mesmo lixeiras suficientes espalhadas pelas calçadas, mas isso não justifica as pessoas que passeiam com seus bichinhos e que simplesmente fingem que não percebem a sujeira deixada.

Mas segundo muitos ambientalistas, não basta recolher as fezes em sacos plásticos comuns, pois além de aumentar o volume de lixo urbano nos aterros, essa prática libera metano, um gás de efeito estufa 23 vezes pior que o gás carbônico.

E foi pensando nesse inconveniente que um grupo de designers da cidade de Cambridge, nos EUA, desenvolveu o Park Spark Project.

O projeto sugere que os donos dos cachorros recolham o cocô em sacolas biodegradáveis e as joguem em um digestor de metano, instalado em locais públicos.

desenho esquemático do park spark project | imagem: superinteressante

A queima do metano alimentaria os postes de luz, não apenas impedindo que o gás fosse para a atmosfera, como também economizando energia vinda de outras fontes poluentes como o carvão.

Espero que não demore muito para que novas tecnologias como essa sejam logo desenvolvidas, pois ainda aproveitamos muito pouco das vantagens da coleta e queima do metano, tão nocivo ao meio ambiente.

Fonte: Superinteressante

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Prepare-se para o Dia Mundial Sem Carro

No ano passado eu postei sobre o Dia Mundial Sem Carro, que é celebrado no dia 22/09 em mais de 1.500 cidades em todo o mundo.

A mobilização é um exercício de reflexão sobre a dependência e o uso, muitas vezes irracional, dos automóveis em nossa sociedade, afinal de contas, muita gente não vai nem até a padaria da esquina sem usar o carro.

A idéia principal do dia é fazer com que as pessoas pensem um pouco sobre o estilo de vida que levam, sobre a possibilidade de diminuírem o uso do carro (em face do trânsito pesado enfrentado nas cidades), ou mesmo, se possível, em substituí-lo por outro meio de transporte.

É claro também que precisamos de um transporte público de qualidade, pois sem opções decentes, fica difícil convencer as pessoas a deixarem seus carros em casa.

Mas existem sim algumas mudanças que todos nós podemos fazer, confira algumas dicas.

A Bicicletada, por exemplo, é um movimento internacional que prega o uso da bicicleta como o principal meio de transporte das pessoas e, em São Paulo, ela acontece toda a última sexta-feira do mês, confira mais detalhes.

E você, que atitude vai tomar para fazer a sua parte no próximo dia 22/09?
Não é tão complicado quanto parece e você poderá perceber que nem é tão dependente do carro quanto pensa.

Fonte: HowStuffWorks?

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Algas como fonte de energia

Parece estranho, mas as algas são as estrelas da vez quando o assunto é energia alternativa.

Isso porque elas vêm sendo utilizadas com fonte na produção de biocombustíveis, e além disso, consomem CO2 em grande quantidade.
Desta forma, elas são tanto um combustível alternativo como uma forma eficiente de minimizar as emissões de gases do efeito estufa.

Outras vantagens

  • As algas podem produzir acima de 30 vezes mais energia por unidade de área do que outros meios;
  • Elas são capazes de produzir 100 vezes mais óleo por acre do que a soja;
  • São caracterizadas pelo crescimento rápido, e tudo o que elas precisam para crescer são elementos como água, luz solar e dióxido de carbono;
  • Não afetam os recursos de água doce e podem ser produzidas nos oceanos e nas águas residuais;
  • São biodegradáveis;
  • Na produção de biomassa as algas não apresentam quase nenhum impacto ambiental negativo.

Outra grande vantagem das algas como matéria-prima para fabricação de combustível e geração de energia, é o consumo em massa de CO2 que a sua produção proporciona.
O dióxido de carbono é o principal gás de efeito estufa responsável pelo problema das alterações climáticas e que é liberado na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis.

Alguns estudos mais recentes têm mostrado que a produção de cada litro de óleo de algas consome de 13 a 14 kg de dióxido de carbono.
E ao contrário dos biocombustíveis de primeira geração (produção de alimentos), não têm efeito negativo sobre a oferta mundial de alimentos e nem sobre os preços dos alimentos, pois não influenciam no cultivo dos alimentos.

Desvantagens

A principal desvantagem da produção de biomassa ou biocombustível com algas é que ela ainda é muito onerosa para ser comercialmente viável, e o custo de várias espécies de algas geralmente varia entre US$50 a US$10 por kg.

A indústria ainda está testando uma variedade de métodos para o crescimento de algas e, atualmente, o mais popular é o sistema em lagoa aberta, que, em 2008, representaram 98% da produção de biomassa de algas comercial.
Estes sistemas são relativamente baratos em comparação com alguns outros métodos para o crescimento de algas (como os biorreatores), contudo eles oferecem algumas falhas graves, como a possibilidade de contaminação por espécies de algas nativas, evaporação e infecção viral.

Embora seja mais do que óbvio que as algas têm um grande potencial para a produção de biomassa ainda é muito pouco provável que a produção comercial significativa ocorrerá na próxima década.
Isto ocorre principalmente porque os custos de exploração tornam a produção de óleo de algas demasiadamente cara.

Financiamentos pra os projetos e mais pesquisas são essenciais para transformar esse potencial produto em um produto comercialmente viável.

Fonte: Manutenção & Suprimentos

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Casa de carbono zero

Foi adaptando aos dias atuais uma técnica medieval de construção, que o Departamento de Arquitetura da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, desenvolveu e executou o projeto de uma casa de carbono zero.

A ideia é produzir essas construções em série até 2016, já que mais de 27% das emissões de gases causadores do efeito estufa da Inglaterra é gerado por residências, o que contribui de forma significativa para o aquecimento global.

casa carbono zero - vista externa l imagem: bbc brasil

casa carbono zero - vista externa l imagem: bbc brasil

A construção em forma de arco possui 4 quartos e é basicamente uma câmara de 20 metros coberta com terra e plantas, que servem de camuflagem e ajudam a construção a se mesclar com o ambiente rural.

A resistência estrutural é dada através de uma técnica muito antiga, que utiliza tijolos finos para criar construções leves e duráveis, o que evita o uso de materiais que consomem muita energia na sua produção, como o concreto armado.

A estrutura também fornece uma grande quantidade de massa térmica, permitindo a casa a reter calor, absorver flutuações de temperatura e reduzir a necessidade de sistemas de aquecimento ou resfriamento.

casa carbono zero - vista interna l imagem: bbc brasil

casa carbono zero - vista interna l imagem: bbc brasil

Outra solução simples foi encontrada para o isolamento térmico, indispensável naquela região, aplicando papel de jornal reciclado nas paredes.

Mas caso haja necessidade de qualquer sistema de aquecimento adicional, ele é feito através da combinação dos sistemas fotovoltaico e térmico, que captam energia solar.

Soluções sustentáveis

A construção mostra como o design contemporâneo pode promover materiais locais e integrar novas tecnologias para produzir um prédio altamente sustentável.

Também temos nossas técnicas construtivas sustentáveis aqui no Brasil, que combinadas com os materiais adequados, podem nos oferecer grandes soluções para os problemas ambientais que enfrentamos hoje.

Na verdade, soluções simples como essa, podem ser adaptadas às diversidades climáticas de cada região, proporcionando, além de eficiência energética, uma melhor qualidade de vida aos seus usuários.

Fonte: BBC Brasil

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