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Leroy Merlin sustentável

Estive nessa semana na Leroy Merlin da Av. Ricardo Jafet, em São Paulo, e vi esse caixa, bem na entrada da loja,  que me chamou a atenção.

caixa para coleta de pilhas e lâmpadas a serem recicladas

Trata-se de um coletor com três compartimentos separados, um para lâmpadas incandescentes, outro para as fluorescentes tubulares e o outro para pilhas.

Uma importante iniciativa que mostra o comprometimento de uma empresa em se preocupar com os resíduos que comercializa.

Outras ações

A francesa Leroy Merlin já veio para o Brasil com um conceito ambiental muito bem formado, tanto que, replicou aqui a construção sustentável de suas lojas.

A loja de Niterói foi o primeiro estabelecimento do varejo brasileiro a receber o certificado AQUA (Alta Qualidade Ambiental), concedido pela Fundação Vanzolini, uma instituição independente.

Baseado na renomada certificação francesa Démarche HQE®, o Processo AQUA é a primeira certificação que leva em conta as especificidades do Brasil para adaptar os seus critérios.

Os benefícios garantidos por um empreendimento certificado são: qualidade de vida do usuário, economia de água, energia, disposição de resíduos e manutenção, além da contribuição para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental da região.

Confira o que já foi postado no blog sobre o Processo AQUA.

A Leroy Merlin também participa e desenvolve projetos sociais que se refletem tanto no bem estar dos clientes e funcionários, como no desenvolvimento das comunidades do entorno das lojas e relacionamento com seus fornecedores.

Outras ações podem ser encontradas no site da Leroy, mas o importante aqui é registrar que existem muitas empresas comprometidas de fato com o meio ambiente e que é nosso papel saber diferenciar o que é realmente sustentável do greenwashing, que tanto vemos por aí.

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Reciclagem de embalagens longa vida

O site Rota da Reciclagem é uma iniciativa da Tetra Pak e mostra, de forma didática, como qualquer pessoa interessada pode participar do processo de separação e entrega das embalagens longa vida para a reciclagem.

Informa ainda onde estão localizadas as cooperativas de catadores, as empresas comerciais que trabalham com compra de materiais recicláveis e os PEVs (pontos de entrega voluntária).

Como funciona:

  • É muito simples utilizar o site, o usuário digita um endereço no campo, que em seguida aparecerá no mapa;
  • Depois é só selecionar, através dos ícones, o tipo de serviço procurado (PEVs, cooperativas e comércios);
  • Clique em pesquisar para obter as iniciativas escolhidas mais próximas do endereço digitado.

Este é um serviço que está em constante atualização e o usuário pode constribuir informando novos endereços para serem incluídos ao site, basta se cadastrar para participar.

Sobre reciclagem de embalagens longa vida

A embalagem longa vida é uma embalagem asséptica para o envase de alimentos, permitindo sua melhor conservação.

Esta embalagem é composta de 6 camadas de 3 tipos de  materiais:

  • Papel: responsável pela estrutura, representando 75% em massa da embalagem;
  • Polietileno de baixa densidade: responsável pela adesão e impermeabilidade entre as camadas, representando 20% de massa da embalagem;
  • Alumínio: barreira contra luz e oxigênio, representando 5% de massa da embalagem.

camadas de uma embalagem longa vida | imagem: wikipedia

A reciclagem de embalagens longa vida é o processo pelo qual são reintegrados à cadeia produtiva os materiais componentes deste tipo de embalagem.

O processo de reciclagem consiste de duas etapas independentes e sucessivas:

A primeira delas é a reciclagem do papel e a seguinte a reciclagem do composto de polietileno e alumínio.

O papel reciclado pode ser utilizado, por exemplo, para a produção de papelão ondulado, caixas, papel para tubetes.

O composto de polietileno e alumínio pode ser utilizado para a fabricação de peças plásticas, placas, telhas ou, através da sua completa separação via processo a plasma, para a produção de parafina e alumínio metálico.

Mesmo ainda com muitas deficiências nos centros urbanos, os processos de coleta seletiva e reciclagem vêm avançando a cada dia e prometem ser mais práticos e acessíveis a todos que pretendem colaborar com o meio ambiente através da separação e entrega desses materiais.

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Descaso com a coleta seletiva

Dá pra acreditar que aproximadamente 35% da coleta seletiva de lixo de São Paulo não é reaproveitada e vai parar no aterro sanitário, misturado ao lixo comum?

São basicamente duas situações que geram esse grave problema, a primeira causada pelo excesso de compactação dos caminhões de lixo, que acabam quebrando vidros e fundindo plásticos, impossibilitando a separação.

O outro fator que compromete a coleta seletiva de lixo em São Paulo é o desperdício.
Pouco mais da metade dos moradores de São Paulo têm coleta seletiva na porta de casa, os demais, cerca de 5 milhões de pessoas, precisam transportar o lixo até um posto de coleta.

Cerca de 10% dos condomínios residenciais e comerciais já fazem, por iniciativa própria, a separação do lixo reciclável, mas sem a participação efetiva do poder público ela continuará precária.

Nós fazemos a separação em casa, nem consigo imaginar outra alternativa, afinal, isso já deveria fazer parte da rotina de todos nós, mas confesso que é bem desanimador não ter a certeza de que todo o seu cuidado está mesmo valendo a pena.

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São Paulo sem coleta seletiva

É isso mesmo, a partir da próxima segunda-feira, dia 21/09/09, a coleta seletiva do lixo será suspensa na cidade de São Paulo.

Com o corte de 10% nos contratos de coleta de lixo, anunciados pelo prefeito Gilberto Kassab, as duas empresas que executam os serviços, Ecourbis e Loga, deixarão de operar.

caminhão da empresa ecourbis l imagem: ecourbis

caminhão da empresa ecourbis l imagem: ecourbis

Além do grande impacto ambiental, toda a rede de empregos ligados diretamente à coleta seletiva será impactada, principalmente a dos catadores de lixo.

Algumas empresas, como a Coopercaps, não dependem dessa coleta, elas mantém parcerias com condomínios e empresas que entregam os materiais recicláveis.

Preciso descobrir se o prédio onde moro já tem um plano B para o problema, pois aqui em casa nós nem nos imaginamos mais misturando todo o lixo.

Fonte: Jornal da Tarde

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