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Arquitetura do caos na Av. Paulista

Como se já não bastasse o trânsito atravancado da Av. Paulista, principalmente nos horários de pico, um novo empreendimento imobiliário promete piorar ainda mais essa situação.

Trata-se de uma mega torre, composta por escritórios e até um shopping center, que ocupará um dos mais cobiçados terrenos da Paulista, esquina com a Pamplona, com área de 13 mil m².

O terreno, localizado no número 1230, é conhecido por abrigar a antiga mansão do industrial Francisco Matarazzo, e foi alvo de disputas judiciais nas últimas duas décadas.

Um estudo da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) avaliou que, pela manhã, a nova torre deverá atrair 1.090 carros na hora mais movimentada, um a cada três segundos.
Já no rush da tarde, 788 veículos chegando e 1.148 saindo em apenas uma hora.

As obras, com área total construída de 124,5 mil m² e sete níveis de subsolo, devem começar ainda este ano e terminar até março de 2014.

Sobre o casarão dos Matarazzo

A mansão do conde Francisco Matarazzo foi construída em 1896, com projeto dos arquitetos italianos Giulio Saltini e Luigi Mancini.

A imagem a seguir mostra um resumo cronológico dos principais impasses envolvendo o casarão dos Matarazzo.

fonte: folha.com

Infelizmente já não temos mais o casarão, que chegou a ser tombado em 1989 pela Prefeitura de São Paulo, durante gestão da ex-prefeita Luiza Erundina.

Em 1996, o imóvel foi demolido durante gestão do prefeito Paulo Maluf, onde o Instituto de Criminalística divulga laudo constatando que o desabamento inicial foi intencional, pois as colunas de sustentação haviam sido escavadas.

Em nome do “progresso” o nosso patrimônio histórico vem sendo destruído em todo o país e dando lugar ao caos urbano, que mata as cidades de forma irreversível e nos deixa sem identidade cultural.

Confira a galeria de fotos que ilustra um século de história da mansão dos Matarazzo.

Fonte: Folha.com

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Edifício Ventura Corporate Towers recebe LEED

O edifício Ventura Corporate Towers, construído pela incorporadora Tishman Speyer em parceria com a Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário, recebeu do USGBC (U.S. Green Building Council) a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) na categoria ouro (platina, ouro e prata).

Localizado no Rio de Janeiro, o projeto, de autoria do escritório Aflalo & Gasperini, é constituído por 2 torres de 36 andares, implantado no centro financeiro da cidade.

Uso racional de energia e da água, planta livre, captação e uso de água pluvial, emprego de materiais reciclados e certificados e controle da emissão de poeira em obra, são algumas inovações do projeto que o classificou como eficiente.

planta livre de pilares, diferencial l imagem: téchne

planta livre de pilares, diferencial l imagem: téchne

Um dos destaques do edifício é, sem dúvida, o sistema de retenção e reúso das águas pluviais.
A água das chuvas é captada em toda a projeção do terreno e conduzida até um tanque de retardo, localizado no terceiro subsolo, para depois ser encaminhada a um tanque de reúso, onde é bombeada para o sistema de ar-condicionado.

Outros diferenciais do projeto:

  • Cerca de 20% a 30% do custo dos materiais empregados na execução do conjunto, como aço, argamassa e concreto, correspondem a materiais reciclados;
  • 40% dos insumos e materiais utilizados na obra vêm de empresas situadas, no máximo, a 800 km do empreendimento;
  • Toda madeira incorporada ao edifício, como aquela usada em portas e batentes, é certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council);
  • O entulho gerado será coletado e receberá destinação adequada, em atendimento à resolução no 307 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente);
  • Houveram cuidados para preservação do solo contra a contaminação com produtos químicos como tintas e solventes;
  • O impacto no meio ambiente, vizinhança, funcionários e futuros usuários também foram pensados.

Para conseguir o selo de construção sustentável é preciso seguir à risca os critérios estipulados pelo LEED, divididos em cinco grandes áreas:

  1. Desenvolvimento local sustentável;
  2. Uso racional da água;
  3. Eficiência energética;
  4. Seleção de materiais;
  5. Qualidade ambiental interna.

Antes, durante e depois da obra, representantes do Conselho de Greenbuilding dos Estados Unidos avaliam o desempenho do empreendimento, através de questionários e relatórios técnicos.
Ao final, os dados são transformados em pontos num ranking, que podem ou não resultar na certificação.
Muitas empresas contratam consultorias especializadas para acompanhar o processo.

Fonte: Téchne

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