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Mais calçadas inadequadas

Infelizmente, não faltam calçadas inadequadas em todas as regiões da cidade de São Paulo para eu mostrar aqui e essas, a seguir, foram fotografadas nesse fim de semana.

Na Av. Prof. Frederico Hermann Jr., esquina com a Rua Natingui, em Alto de Pinheiros, eu estava a pé (além de grávida) e precisei andar pela rua, junto com os carros, para poder continuar meu percurso.

Além de calçadas esburacadas, a região, que é residencial, privilegia os veículos e não os pedestres.

calçada obstruída no sentido vila madalena

calçada obstruída no sentido marginal pinheiros

Já na região da Chácara Klabin, na Rua Pedro Nicole, quase esquina com a Av. Pref. Fábio Prado, são várias obstruções seguidas, onde o pedestre nem precisa ser portador de mobilidade reduzida para não conseguir passar.

Primeiro o desnível seguido de uma escada no sentido transversal e em seguida uma calçada-jardineiras, confira as imagens.

desnível seguido de rampa na rua pedro nicole

passeio obstruído por jardineiras

Inacreditável a falta de respeito do proprietário dessa residência, não é mesmo? Que além de vetar a passagem das pessoas em frente à sua casa, constrói “caixotes de concreto” sem qualque preocupação estética com o entorno.

Uma pena que esse desrespeito aconteça também em bairros residenciais de áreas nobres da cidade, onde seus moradores teriam condições financeiras de dar o exemplo de calçadas acessíveis e padronizadas para que todos possam colocar em prática o simples direito de ir e vir.

Confira o que já foi postado sobre calçadas no blog.

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Matéria sobre calçadas no Metro

Saiu na edição de hoje do Jornal Metro de São Paulo, uma matéria sobre calçadas, onde dei uma entrevista.

matéria sobre calçadas no jornal metro

Segue o texto na íntegra, que fala sobre as condições das calçadas na cidade de São Paulo.

SP é a cidade onde o pedestre não tem vez

Arquiteta diz que 98% das calçadas estão irregulares.
Por ano, 100 mil sofrem quedas causadas por buracos.

Márcio Apolinário
www.readmetro.com

Todo mundo sabe que andar a pé em São Paulo é uma verdadeira aventura: é preciso ficar de olho nos buracos, desníveis, fendas e entulhos deixados irregularmente.

A cada ano, 100 mil paulistanos sofrem quedas nas calçadas esburacadas da cidade, segundo estudo do Ipea.
Além disso, pesquisa Datafolha mostra que a situação das calçadas é a principal reclamação do paulistano.
“É terrível andar de salto pelas calçadas. Na rua Augusta, é preciso andar no meio dos carros”, reclama a estilista Marina Mansur.

A situação das calçadas é a principal reclamação, segundo pesquisa do DataFolha.

De acordo com a arquiteta Karla Cunha, nem 2% dos passeios respeitam a lei.
“A prefeitura só investe nos locais com visibilidade, como a avenida Paulista”, diz Karla.

Um exemplo da falta de fiscalização é um buraco aberto há mais de um mês na rua Sergipe, perto da Consolação, que obriga os pedestres a se arriscarem no meio do trânsito (veja foto).

Conservar as calçadas é responsabilidade do morador, mas cabe à prefeitura fiscalizar e multar em até R$ 192 (por metro) quem não cumpre a lei.
Nos primeiros seis meses deste ano, no entanto, foram aplicadas apenas 1.226 autuações. Isso significa que cada um dos 700 agentes vistores multou menos de dois imóveis nesse período.
Apesar de baixo, o número de multas está crescendo. No ano passado, foram 1.052.

A prefeitura afirma que, de 2005 a 2010, foram reformados 700 kms de calçadas.
Em relação ao buraco na rua Sergipe, diz que já notificou as duas concessionárias que realizaram serviços no local.
A prefeitura declara, ainda, que realizou manutenção na rua Augusta em maio.

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Calçadas em ordem

Tenho postado muito aqui sobre a importância de cuidarmos de nossas calçadas em nome da acessibilidade, e parece que a Prefeitura de São Paulo está fazendo a sua parte para regularizar essa situação.

Problema que afeta toda a capital, as calçadas irregulares, são alvos de grande mutirão da Subprefeitura do Butantã, na zona sul da cidade de São Paulo, que pretende regularizar não só calçadas, como também muros e terrenos abandonados em 458 ruas do bairro do Morumbi.

Nesta operação, denominada Melhora Bairro, foram deslocados todos os técnicos e engenheiros da Subprefeitura do Butantã para em uma semana realizar um grande multirão de fiscalização pelas ruas do bairro.
Foram cerca de 500 notificações entregues para os moradores que terão 30 dias para resolver todos os problemas. Entre as notificações também estão irregularidades em terrenos abandonados e em muros de propriedades particulares.

passeio em péssimo estado na rua roberto hottinger

Caso os moradores, que já estão sendo notificados, não regularizem suas calçadas no prazo determinado, multas de até R$722,00 devem ser aplicadas aos infratores.
O subprefeito Regis Gehlen de Oliveira garante que o projeto será levado para outros distritos sob seu comando como Butantã, Rio Pequeno, Raposo Tavares e Vila Sônia, mas não dá prazo para ampliação do programa.

São tipos diferentes de multas: para passeio e ou muro irregulares, e para problemas terreno vazio, não edificado.
Por exemplo: um terreno de aproximadamente 500 m² , a multa é de R$481,65, já um passeio irregular ou muro de 10 a 15 metros a multa é de R$722,48.

Confira o que já foi postado sobre calçadas no blog.

Fonte: São Paulo Metrópole

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Calçadas em São Paulo

Ultimamente o tema calçadas tem sido muito abordado, principalmente quando o assunto é acessibilidade.

Na semana passada eu dei uma entrevista para o JT sobre os materiais usados nos passeios públicos e é muito bom saber que as pessoas estão se interessando mais pelas questões urbanísticas de nossas cidades, afinal, somos os maiores interessados, não é mesmo?

É verdade que existem situações absurdas aqui em São Paulo, onde é possível flagrar calçadas intransitáveis em praticamente todos os bairros da cidade, mas muita coisa tem sido feita para que os passeios possam desempenhar o seu verdadeiro papel.

calçada na rua bela cintra, em são paulo

Um exemplo de que esse panorama já evoluiu consideravelmente é o programa Passeio Livre de padronização de calçadas.

“O Programa Passeio Livre da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras tem por objetivo a implementação de um novo conceito de passeio público, padronizando as calçadas, organizando a localização do mobiliário urbano, melhorando a drenagem e garantindo a livre circulação de pedestres e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida”.

Confira a cartilha do Passeio Livre com as principais informações sobre o programa.

Apesar das dimensões da cidade de São Paulo, as intervenções do Passeio Livre já começaram a transformar a paisagem da metrópole.

Nos locais onde ocorreram as intervenções o impacto visual é muito positivo e se reflete tanto no aumento do número de frequentadores como no comportamento destes, que passam a zelar pelo espaço, confira algumas imagens:

calçada da rua oscar freire, em placas de concreto

calçada da rua oscar freire, com placas de concreto

calçada da av. paulista, em concreto moldado in loco e piso podotátil

Confira o que já foi postado no blog sobre calçadas e não deixe de enviar imagens que denunciem o péssimo estado desses passeios, para que fiquemos cada vez mais atentos a esse problema que diz respeito a todos nós.

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