Category Archives: Meio Ambiente e Sustentabilidade

Desperdício alimentar

Li um post do Ecoblogs sobre o desperdício de alimentos e me identifiquei com essa situação que, certamente, várias pessoas também vivenciam diariamente.

“Perdemos até 30% dos alimentos que compramos. Além de ser um grande desperdício de dinheiro,  gera um impacto negativo sobre o meio ambiente. Toda vez que jogamos comida no lixo,  estamos descartando as já escassas quantidades de recursos naturais, energia e água utilizadas para produzir, processar, armazenar, guardar, transportar e cozinhar os alimentos.

Grande parte do desperdício de alimentos em nossas cozinhas são consequência de compras sem um planejamento eficiente, de armazenamento inadequado, de preparo desorganizado e em excesso e de descarte irresponsável dos resíduos. Precisamos ser mais conscientes em relação ao que fazer com os resíduos na cozinha e repensar a nossa forma de fazer compras”.

Como reduzir o desperdício de alimentos

Seguindo alguns passos, que podem se incorporados na rotina diária de quem prepara refeições, fica mais fácil compreender todo o processo, desde a produção do que é consumido, até o descarte final desses itens.

  • Antes de ir às compras: planeje suas lista para comprar apenas o que precisa ser reposto. Pense no que será consumido nos próximos dias, inclusive com a quantidade que será utilizada;
  • Durante as compras: dê preferência aos alimentos orgânicos e que apresentem selos de certificação. Ao comprar peixe, escolha espécies que não estejam ameaçadas, conforme descrito no guia para consumo de peixe, do blog Faça a Sua Parte. Verifique as datas de validade para que o consumo do produto seja feito dentro do prazo. Dê preferência aos alimentos a granel ou prefira aqueles com um mínimo de embalagem para reduzir os resíduos que serão descartados. Leve sempre consigo uma sacola retornável;
  • Após as compras: após abertas as embalagens, mantenha os cereais e alimentos secos em recipientes herméticos de plástico ou vidro, anotando sempre as datas de vencimento para controle dos prazos de validade. A maioria dos legumes mantêm-se frescos na geladeira e se estiverem cortados, os vegetais devem ser armazenados no freezer ou congelador. Remova os legumes, ervas e cogumelos de sacos plástico para evitar que “suem” e estraguem. Os líquidos podem ser congelados em pequenos recipientes ou em uma bandeja de cubos de gelo para serem usados sempre que necessário, ao cozinhar. Após armazenar seus alimentos, lembre-se de lavar suas sacolas de compras reutilizáveis para evitar fungos e bactérias;
  • Durante e após o preparo: prepare a quantidade exata de comida para você e sua família, de acordo com o número de refeições. Procure aproveitar o máximo do alimento, diminuindo a quantidade de resíduos que irão para o lixo. Mantenha pequenas sobras na geladeira ou no congelador para o preparo de refeições rápidas. Se não for consumir um pão inteiro, divida-o em porções e guarde-as no freezer. O pão dura até 3 meses no freezer, se bem fechado, sem ar no saco ou pote. Os bolos também podem ser congelados, enrolados em película aderente ou papel de alumínio, removendo-se o ar antes do congelamento e podendo ser congelados por cerca de 3 meses;
  • Descarte dos resíduos: providencie uma composteira doméstica para o descarte dos resíduos orgânicos e ainda poder produzir seu próprio adubo. Separe o seu lixo para reciclagem, em recicláveis e não-recicláveis, pois mesmo que na sua região não tenha coleta seletiva, você poderá levá-lo ao posto de coleta mais próximo. Lembrando que a ideia, depois de todas essas dicas, é que você produza cada vez menos resíduos em seu dia-a-dia.

Claro que existem muitos outros passos importantes que podemos seguir para evitar tanto desperdício, mas se cada um fizer a sua parte, podemos reduzir muito através de medidas simples e eficazes.

Fonte: Ecoblogs

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Modelo de lixeira

A cidade de Paulínia – SP teve uma incrível iniciativa que certamente servirá de modelo para outras cidades do país.
O município inovou ao implantar lixeiras que oferecem inúmeras vantagens, tanto econômicas à prefeitura, como práticas aos usuários.

Tratam-se de duas lixeiras em aço inox, para resíduos recicláveis e orgânicos, com aproximadamente 1 metro de altura, onde os moradores levam o seu lixo doméstico.
Até aí, nenhuma novidade, só que as lixeiras têm fundos falsos, que despejam seu conteúdo em um contêiner instalado sob a calçada, com capacidade de armazenamento de 700 kg.

Por duas vezes na semana, o serviço de coleta urbana vai até o local, a tampa da calçada com as lixeiras é facilmente levantada, em seguida o contêiner é içado e seu conteúdo despejado em um caminhão.
Sem o compartimento subterrâneo, as lixeiras teriam que ser limpas ao menos duas vezes ao dia, mostrando que além de armazenar o lixo doméstico de forma adequada, longe das chuvas e animais, o novo sistema reduz os custos com os serviços de coleta pública em até 50%.

Confira algumas imagens:

lixeiras com a tampa da calçada fechada | imagem: globo.com

tampa da calçada sendo aberto pelo coletor | imagem: globo.com

contêiner sendo içado de dentro da calçada | imagem: globo.com

Destino dos resíduos

O conteúdo do compartimento orgânico é levado para o Aterro Sanitário de Paulínia e o reciclável vai para uma cooperativa da cidade.
O diretor da cooperativa Cooperlínia Ambiental do Brasil, José Carlos da Silva, elogia a qualidade do material que vem das lixeiras subterrâneas, e diz que dá para reciclar praticamente tudo. “O que tinha anteriormente era uma média de rejeito de 15% do domiciliar em coleta normal. Com esse material, eu não chego a 2%, 3% de rejeito.

Um ótimo exemplo de que é possível fazer bem feito quando os governantes realmente se dispõem a isso.

Fonte: G1

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Tijolo solo-cimento

Também conhecido como tijolo ecológico, o tijolo solo-cimento vem ganhando espaço nas construções que buscam minimizar seus impactos ambientais.

Ele é basicamente composto por terra e cimento, dispensando a queima (altamente danosa ao meio ambiente) em seu processo de fabricação, onde ele é compactado a frio em prensas que garantem peças uniformes de ótima qualidade.

Além disso esses tijolos permitem uma economia significativa durante a obra, confira alguns diferenciais em comparação aos tijolos convencionais:

  • Rapidez: por seus encaixes nas peças, que podem acelerar o processo construtivo em até 50%;
  • Economia em materiais: podem reduzir em até 70% o uso de concreto, em 50% o de ferro e até 100% o de argamassa, já que o uso desse material pode ser dispensado;
  • Organização: obra mais limpa e livre de entulhos, já que esses tijolos, quando pré-modulados em projeto, evitam cortes desnecessários;
  • Durabilidade: o tijolo solo-cimento chega a ser 6 vezes mais resistente que um tijolo comum;
  • Isolamento acústico: graças aos furos existentes em cada peça, uma parede construída com esses materiais passa a ter um colchão de ar em seu interior, que minimiza a propagação do som;
  • Isolamento térmico: no calor, o mesmo colchão de ar que evita a propagação do som, também barra o ar quente de fora para dentro das edificações, mantendo a temperatura interna mais fresca que a externa. Já no inverno, ocorre o contrário, o colchão de ar retém o calor interno dentro da edificação;
  • Instalações elétricas e hidráulicas:  toda a tubulação pode ser embutida nos furos das peças, evitando cortes desnecessários durante a obra, como nas instalações convencionais.

Visita à fabrica

Há poucos dias, estive em visita, com minha sócia e um casal de clientes, à uma fábrica desses tijolos solo-cimento, para conhecer melhor e de perto todos os seus diferenciais e o processo de fabricação.
A Acrópole – Tijolo Ecológico, está localizada na região de Valinhos – SP e é uma empresa comprometida com os diferenciais sustentáveis em seu negócio.

Confira algumas imagens:

Os tijolos são confeccionados artesanalmente e prensados um a um em um equipamento que garante a qualidade e uniformidade das peças.

prensa utilizada na compactação dos tijolos

Saindo da prensa eles são dispostos lado a lado no chão e em seguida cobertos com uma lona.

tijolos logo após serem prensados

Em seguida, eles são levados para a área externa da fábrica e após sete dias já podem ser comercializados.

tijolos empilhados em área externa para secagem

Os tijolos solo-cimento são apresentados em formatos diferenciados, conforme as necessidades construtivas, e podem ser aplicados tanto na vedação de paredes como estruturalmente.

Lembrando que devemos sempre optar por materiais que, além de ambientalmente corretos, também estejam próximos ao local de fornecimento, de modo a minimizar os impactos ambientais ocasionados por seu transporte.

Para maiores informações técnicas sobre os tijolos ecológicos Acrópole, entre em contato via e-mail ou através do fone: (19) 3829-4506.

Confira o que já foi postado no blog sobre os tijolos solo-cimento.

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Nova lei das calçadas

calçada na av. prof. frederico hermann jr.

São Paulo tem 30 milhões de metros lineares de calçadas. Esses espaços, que chamamos formalmente de passeios públicos, têm uma única função: possibilitar que os cidadãos possam ir e vir com liberdade, autonomia e segurança, o que geralmente só ocorre em pontos estratégicos da cidade.

A nova lei das calçadas entrou em vigor no dia 9 de janeiro de 2012 trazendo diversas mudanças quanto à sua construção, manutenção e reforma, confira aqui o decreto.

E a forma de calcular a multa também mudou.
Antes, o fiscal definia o valor de acordo com o tamanho do buraco (de R$ 102,02 a R$ 510,01). Agora a multa passa a seguir o tamanho da calçada (R$300,00 por metro linear). Ou seja, se uma calçada com buraco tem extensão de 20 metros a multa passa a ser de R$ 6.000 (R$ 300 mutiplicados pelos 20 metros da calçada), valor que não muda se a calçada estiver tomada por buracos ou com apenas um pequeno buraco.

Outro ponto da legislação é a definição de largura mínima, que agora deve ser de 1,20 m para a passagem de pedestres nas calçadas, onde antes se fixava 90 centímetros.

Confira as principais mudanças da lei:

Os seguintes tópicos foram levantados para auxiliar os cidadãos na melhor configuração das calçadas e podem ser consultados com maiores detalhes no site da Prefeitura:

  1. Calçadas verdes;
  2. Com acessibilidade;
  3. Com árvores
  4. Com degraus;
  5. Com entrada de carros;
  6. Inclinadas;
  7. Largura mínima permitida;
  8. Na esquina;
  9. Para deficientes visuais;
  10. Rampas de rebaixamento.

Esclareça suas dúvidas

Segundo a Prefeitura, os profissionais do “156” (telefone geral de atendimento) receberam treinamento, assim como os fiscais das Subprefeituras, para auxiliar os cidadãos no esclarecimento de dúvidas.
Aproveite para baixar aqui a cartilha com as novas regras para deixar a sua calçada dentro dos padrões estabelecidos pela Prefeitura.
Mas faça isso o quanto antes, porque as multas já estão sendo aplicadas no ato da fiscalização.

Sinceramente não concordo com essa postura da Prefeitura, já que é responsabilidade da Municipalidade a conservação de vias e passeios públicos. Isso sem falar que a própria Prefeitura liberou ao longo dos anos as edificações e suas calçadas para construção e que o lamentável estado atual de nossos passeios se deu graças ao descaso constante do próprio poder público frente às questões urbanísticas.

Confira o que já foi postado no blog sobre calçadas.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

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