Category Archives: Arquitetura

Carpete ambientalmente correto

É com grande satisfação que eu divulgo aqui o mais novo lançamento da Anovath, um carpete em placa feito de PET 100% reciclado.

As placas têm as dimensões de 48 x 48 cm e são apresentadas em embalagens com 20 unidades, perfazendo 4,60 m², isso sem falar nas 15 cores, que permitem composições bem variadas.

Inicialmente, a empresa está mirando o mercado corporativo, como escritórios de baixo tráfego, mas pretendem também entrar no mercado de “faça você mesmo” residencial. Nesse caso, o próprio consumidor poderá instalar o carpete em sua casa com fita dupla face adesiva, como já acontece nos EUA e Europa.

Além do conforto térmico e acústico que o produto oferece, o seu custo não é maior por causa de seus diferenciais ambientalmente corretos, uma ótima notícia aos profissionais e clientes que desejam utilizar materiais inovadores em seus ambientes.

Para maiores informações sobre os carpetes em placa ecológico, entre em contato via e-mail ou através do fone (11) 4158-4209.

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Pousada sustentável em Aiuruoca

Voltamos ontem de uma rápida viagem à Aiuruoca – MG, onde fomos acompanhar o início das obras do nosso projeto de uma pousada.

O projeto segue os princípios da arquitetura sustentável, onde serão incorporados vários diferenciais, respeitando sempre o entorno onde a construção será implantada.

O terreno faz parte de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) e por essa razão priorizamos interferir o mínimo possível na área de implantação e integrar o projeto à incrível natureza existente.

implantação da pousada no meio do verde e junto ao rio aiuruoca

A pousada, ainda sem nome definido, será composta pela casa principal (em obras), onde estarão as áreas de recepção, cozinha, restaurante, estar e adega subterrânea, além da residência da proprietária no andar superior.

Em duas próximas etapas serão construídos os chalés, sendo dois deles adaptados com total acessibilidade, e um centro de meditação, onde também acontecerão eventos diferenciados para os cuidados com a mente e o corpo.

O paisagismo seguirá a linha funcional, onde alimentos e ervas serão plantados para o consumo da pousada, que terá uma alimentação diferenciada e orgânica para seus hóspedes.

Quanto aos materiais, optamos por valorizar ao máximo a iluminação e ventilação natural, onde os painéis em vidro desempenharão um importante papel.
A estrutura já está pronta e é toda em madeira certificada, e utillizaremos na vedação os tijolos de barro artesanal, existentes em ambundância na região.

A região encontra-se bem afastada de centros urbanos, e por essa razão, resolvemos usar ao máximo os materiais locais, evitando assim a “importação” e transportes desnecessários à obra.

Confira algumas imagens:

estrutura em madeira angelim vermelho

vista a partir do andar superior

praínha particular às margens do rio aiuruoca

equipe responsável: arq. camila, eng. gilberto e arq. karla

Sobre Aiuruoca

Nome de origem tupi, que significa casa dos papagaios, tem sua origem em princípios do século XVIII, quando um paulista de Taubaté, João Siqueira Afonso, atravessou a Serra da Mantiqueira, descobriu as minas de Sumidouro e Guarapiranga e, impulsionado pela ambição, seguiu até a Serra dos Papagaios.

Nessa serra, o paulista fundou, por volta de 1706, o arraial de Aiuruoca, junto às minas de mesmo nome, atraindo exploradores portugueses e paulistas. Com o seu território desmembrado de Baependi, a Vila de Aiuruoca foi instalada e em 1868, passou à categoria de cidade.

Quando o ouro se esgotou, o povoado, que se fixou na região, começou a se dedicar à criação de gado leiteiro e à agricultura. A criação de gado transformou a Aiuruoca de hoje em um dos grandes produtores de laticínios em MG, sendo, inclusive, um grande exportador de queijos.

A cidade é a porta de entrada para o Vale do Matutu, reserva natural de 30 km² que concentra boa parte das belezas naturais da região. Dá até para dizer que a cidade é dividida em duas, de um lado, o pacato Centro, com uma igrejinha e a praça principal, e do outro, o imenso Matutu.
No alto do Vale, a 17 km (de terra) do Centro, fica o casarão-sede da reserva, ponto de informações sobre o local. Entre novembro e março, por causa da chuva, o acesso às atrações e a algumas pousadas fica difícil.

Fonte: Secretaria de Turismo de Minas Gerais e viajeaqui

A pousada é um projeto da Item 6 Arquitetura e Sustentabilidade e está sendo construída pelo Eng. Gilberto Pereira Ribeiro, que mora em Aiuruoca e é proprietário da Estalagem Mirante, uma ótima opção para quem pretender conhecer a região e apreciar a natureza local.

Conforme o andamento das obras, iremos atualizando vocês sobre as novidades do projeto.

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Oswaldo Bratke desconfigurado

É uma pena que em nosso país não haja o estímulo, desde cedo, para o conhecimento e amor pelo patrimônio artístico e arquitetônico de nossas cidades.

Não gosto muito de fazer comparações com a Europa, pois são realidades completamente diferentes das nossas, mas lá, as crianças aprendem desde bem pequenas a valorizar os monumentos, igrejas, museus, enquanto aqui, esse interesse não é despertado nas classes sociais mais carentes, por quê?

E é por isso que cada vez mais nos deparamos com desastres arquitetônicos, como esse a seguir, em nossas cidades.

Estou falando de uma residência modernista do arquiteto Oswaldo Bratke, um dos principais nomes da arquitetura paulista, e que foi totalmente desconfigurada por alguém sem qualquer preocupação em preservar o imóvel.

A casa fica em Curitiba e era assim antes da “reforma”:

residência de oswaldo bratke antes | imagem: irã dudeque

E foi tranformada nessa poluição visual e vergonha alheia:

residência de oswaldo bratke depois | imagem: irã dudeque

Lamentável.
Aqui em São Paulo também encontramos várias casas com esses “elementos clássicos” como as grandes colunas e ornamentos nas fachadas, provavelmente oriundos da criatividade infeliz de pessoas despreparadas e sem o conhecimento mínimo que todos deveriam ter.

Confira o que já foi postado no blog sobre bizarrices arquitetônicas.

Fonte: vitruvius

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Novas construtoras limpas

Finalmente as construtoras brasileiras estão se dando conta de sua responsabilidade frente aos resíduos gerados em suas obras.

Pesquisa da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) mostra que cerca de 50% dos resíduos sólidos gerados no Brasil vêm da construção civil.

Segundo os dados, no ano passado 5.564 municípios fizeram coleta de aproximados 31 milhões de toneladas de Resíduos de Construção e Demolição (RCD).
O estudo revela também que parte deste entulho não recebe destino correto e vai para locais em que podem causar problemas ao meio ambiente.

Bons exemplos

Por meio do projeto Produção Mais Limpa e Sustentável com Resíduo Zero, a construtora goiana Pontal Engenharia reaproveita os resíduos da construção de suas obras.
A empresa quer eliminar a caçamba de entulhos, promover soluções contra o desperdício e danos ambientais e também pretende incrementar o uso do aterro sanitário de Goiânia.

Na verdade, o comprometimento em relação aos resíduos gerados em obra deve começar desde o seu planejamento, de modo a minimizar sua geração.
Além disso, a reutilização de muitos itens que seriam descartados também é uma ação fundamental e, por fim, a separação para reciclagem, antes do descarte final, nunca deve ser desprezada.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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