Category Archives: Arquitetura

Tijolo solo-cimento

Também conhecido como tijolo ecológico, o tijolo solo-cimento vem ganhando espaço nas construções que buscam minimizar seus impactos ambientais.

Ele é basicamente composto por terra e cimento, dispensando a queima (altamente danosa ao meio ambiente) em seu processo de fabricação, onde ele é compactado a frio em prensas que garantem peças uniformes de ótima qualidade.

Além disso esses tijolos permitem uma economia significativa durante a obra, confira alguns diferenciais em comparação aos tijolos convencionais:

  • Rapidez: por seus encaixes nas peças, que podem acelerar o processo construtivo em até 50%;
  • Economia em materiais: podem reduzir em até 70% o uso de concreto, em 50% o de ferro e até 100% o de argamassa, já que o uso desse material pode ser dispensado;
  • Organização: obra mais limpa e livre de entulhos, já que esses tijolos, quando pré-modulados em projeto, evitam cortes desnecessários;
  • Durabilidade: o tijolo solo-cimento chega a ser 6 vezes mais resistente que um tijolo comum;
  • Isolamento acústico: graças aos furos existentes em cada peça, uma parede construída com esses materiais passa a ter um colchão de ar em seu interior, que minimiza a propagação do som;
  • Isolamento térmico: no calor, o mesmo colchão de ar que evita a propagação do som, também barra o ar quente de fora para dentro das edificações, mantendo a temperatura interna mais fresca que a externa. Já no inverno, ocorre o contrário, o colchão de ar retém o calor interno dentro da edificação;
  • Instalações elétricas e hidráulicas:  toda a tubulação pode ser embutida nos furos das peças, evitando cortes desnecessários durante a obra, como nas instalações convencionais.

Visita à fabrica

Há poucos dias, estive em visita, com minha sócia e um casal de clientes, à uma fábrica desses tijolos solo-cimento, para conhecer melhor e de perto todos os seus diferenciais e o processo de fabricação.
A Acrópole – Tijolo Ecológico, está localizada na região de Valinhos – SP e é uma empresa comprometida com os diferenciais sustentáveis em seu negócio.

Confira algumas imagens:

Os tijolos são confeccionados artesanalmente e prensados um a um em um equipamento que garante a qualidade e uniformidade das peças.

prensa utilizada na compactação dos tijolos

Saindo da prensa eles são dispostos lado a lado no chão e em seguida cobertos com uma lona.

tijolos logo após serem prensados

Em seguida, eles são levados para a área externa da fábrica e após sete dias já podem ser comercializados.

tijolos empilhados em área externa para secagem

Os tijolos solo-cimento são apresentados em formatos diferenciados, conforme as necessidades construtivas, e podem ser aplicados tanto na vedação de paredes como estruturalmente.

Lembrando que devemos sempre optar por materiais que, além de ambientalmente corretos, também estejam próximos ao local de fornecimento, de modo a minimizar os impactos ambientais ocasionados por seu transporte.

Para maiores informações técnicas sobre os tijolos ecológicos Acrópole, entre em contato via e-mail ou através do fone: (19) 3829-4506.

Confira o que já foi postado no blog sobre os tijolos solo-cimento.

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Nova lei das calçadas

calçada na av. prof. frederico hermann jr.

São Paulo tem 30 milhões de metros lineares de calçadas. Esses espaços, que chamamos formalmente de passeios públicos, têm uma única função: possibilitar que os cidadãos possam ir e vir com liberdade, autonomia e segurança, o que geralmente só ocorre em pontos estratégicos da cidade.

A nova lei das calçadas entrou em vigor no dia 9 de janeiro de 2012 trazendo diversas mudanças quanto à sua construção, manutenção e reforma, confira aqui o decreto.

E a forma de calcular a multa também mudou.
Antes, o fiscal definia o valor de acordo com o tamanho do buraco (de R$ 102,02 a R$ 510,01). Agora a multa passa a seguir o tamanho da calçada (R$300,00 por metro linear). Ou seja, se uma calçada com buraco tem extensão de 20 metros a multa passa a ser de R$ 6.000 (R$ 300 mutiplicados pelos 20 metros da calçada), valor que não muda se a calçada estiver tomada por buracos ou com apenas um pequeno buraco.

Outro ponto da legislação é a definição de largura mínima, que agora deve ser de 1,20 m para a passagem de pedestres nas calçadas, onde antes se fixava 90 centímetros.

Confira as principais mudanças da lei:

Os seguintes tópicos foram levantados para auxiliar os cidadãos na melhor configuração das calçadas e podem ser consultados com maiores detalhes no site da Prefeitura:

  1. Calçadas verdes;
  2. Com acessibilidade;
  3. Com árvores
  4. Com degraus;
  5. Com entrada de carros;
  6. Inclinadas;
  7. Largura mínima permitida;
  8. Na esquina;
  9. Para deficientes visuais;
  10. Rampas de rebaixamento.

Esclareça suas dúvidas

Segundo a Prefeitura, os profissionais do “156” (telefone geral de atendimento) receberam treinamento, assim como os fiscais das Subprefeituras, para auxiliar os cidadãos no esclarecimento de dúvidas.
Aproveite para baixar aqui a cartilha com as novas regras para deixar a sua calçada dentro dos padrões estabelecidos pela Prefeitura.
Mas faça isso o quanto antes, porque as multas já estão sendo aplicadas no ato da fiscalização.

Sinceramente não concordo com essa postura da Prefeitura, já que é responsabilidade da Municipalidade a conservação de vias e passeios públicos. Isso sem falar que a própria Prefeitura liberou ao longo dos anos as edificações e suas calçadas para construção e que o lamentável estado atual de nossos passeios se deu graças ao descaso constante do próprio poder público frente às questões urbanísticas.

Confira o que já foi postado no blog sobre calçadas.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

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O novo paisagismo

A Item 6 Arquitetura e Sustentabilidade está sempre inovando e correndo atrás de soluções sustentáveis para implantar nos projetos de seus clientes.

E foi buscando o aperfeiçoamento de seus conhecimentos que a arquiteta e paisagista Camila Simhon, sócia do escritório, participou do curso de Hortas Urbanas, Ecopaisagismo e Paisagismo Comestível, realizado na Casa dos Hólons – Laboratório de Permacultura Urbana.

Acordar com o canto dos pássaros ou deparar-se com animais silvestres no quintal de casa pode parecer privilégio de quem mora no campo, mas os habitantes de áreas urbanas também começam a usufruir de tal cenário, graças ao ecopaisagismo, uma tendência que ganha força devido ao seu conceito bem antenado com os novos tempos.

Fazer uso de plantas nativas do lugar onde se está projetando, é a principal característica do ecopaisagismo, pois estas plantas espontâneas são mais resistentes ao clima, necessitam um manejo menor, pois nascem naturalmente na região, estando habituadas melhor ao clima e ao solo, barateando a implantação do projeto e o custo do manejo e insumos.

Os ecopaisagistas, ao elaborar um projeto, levam em consideração as questões técnicas e ambientais, o atendimento aos anseios do proprietário e a beleza e o conforto do ambiente planejado.
Para tanto, valem-se, inclusive, de imagens fotográficas ligadas à natureza, com destaque para a flora e fauna da região onde se está implantando o projeto paisagístico.

Trata-se de um novo enfoque dado ao paisagismo, com o objetivo de também agregar informação e formação aos usuários do local, bem como ao pessoal que cuida da manutenção do mesmo, onde, aliado ao projeto, há todo um trabalho educacional voltado à natureza.

Uma vertente trazida pela permacultura e que ainda é pouco explorada é o paisagismo cultivado ou comestível, onde tudo que é colocado no design se pode comer: flores, ervas medicinais, temperos etc.
Este tipo de paisagismo surge como uma forma dos condôminos terem um retorno do alto investimento na manutenção do paisagismo, bem como poderem desfrutar de produtos orgânicos em seus quintais, sem mencionar a importância ecopedagógica desta prática nas cidades.

O paisagismo urbano com uma perspectiva ecológica e permacultural vem a somar no que tange o conceito de cidades sustentáveis ou em transição, sendo mais que uma nova tendência do paisagismo, uma escola paradigmática do uso espacial do verde urbano.

Para conhecer melhor os serviços paisagísticos apresentados, entre em contato.

Fonte: Casa dos Hólons/Neimar Marcos

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Resíduos de obra com destino correto

Em agosto de 2009 eu postei aqui no blog sobre o Manual de reciclagem de gesso, contendo dicas sobre o uso e a armazenagem sustentável do gesso, além de indicações de centros de reciclagem que recebem os resíduos do material.

Também comentei várias vezes aqui sobre a minha insatisfação, como pequena empresa, por não conseguir dar o destino final correto a todos os resíduos gerados em obras de reformas.

Até que o proprietário da Multilix, empresa comprometida em receber e dar o destino final aos resíduos das obras, entrou em contato comigo.

A empresa é uma ATT (Área de Transbordo e Triagem de Resíduos da Construção Civil) licenciada pela Prefeitura de Guarulhos e CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) onde nela recebem os entulhos das obras para posterior segregação e destinação em áreas também licenciadas.

A ATT – Multilix recebe resíduos da construção civil, conforme Resolução CONAMA nº 307/2002, coletados e transportados em caçambas estacionárias de 4 m³.
Faz o recebimento e a segregação para formar cargas diferenciadas de resíduos de acordo com seu tipo, considerando alvenaria, argamassas, concreto e cerâmico, metais, plásticos (PVC, PEBD, PEAD, PP, etc.), madeira, papelão (incluindo sacarias), gesso, entre outros, para comercialização e posterior reciclagem ou reutilização.

Quanto aos resíduos de gesso, Sergio Lopes, proprietário da empresa, nos informou que esses materiais foram reclassificados recentemente pela Resolução CONAMA nº 431/2011, passando de classe C (resíduo sem tecnologia para reciclagem) para classe B (passível de reciclagem).
Uma ótima notícia, que permite agora um trabalho na concentração deste tipo de resíduo para reciclagem, através de soluções ambientais, financeira e economicamente viáveis.

Quanto às caçambas estacionárias, mais conhecidas como caçambas de entulho, os profissionais da construção civil já podem finalmente contar com o serviço de coleta, transporte e destinação final feito de forma responsável e ambientalmente correta.

Sobre os resíduos de gesso

Lembrando que os resíduos gerados pela construção civil representam mais de 50% de todo o lixo urbano da sociedade e, desse total, 5% correspondem aos restos de gesso.

Caso queira conhecer melhor os serviços prestados pela Multilix, entre em contato via e-mail ou através dos fones (11) 2241-0006 e 2242-5784.

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