Category Archives: Acessibilidade

Nova lei das calçadas

calçada na av. prof. frederico hermann jr.

São Paulo tem 30 milhões de metros lineares de calçadas. Esses espaços, que chamamos formalmente de passeios públicos, têm uma única função: possibilitar que os cidadãos possam ir e vir com liberdade, autonomia e segurança, o que geralmente só ocorre em pontos estratégicos da cidade.

A nova lei das calçadas entrou em vigor no dia 9 de janeiro de 2012 trazendo diversas mudanças quanto à sua construção, manutenção e reforma, confira aqui o decreto.

E a forma de calcular a multa também mudou.
Antes, o fiscal definia o valor de acordo com o tamanho do buraco (de R$ 102,02 a R$ 510,01). Agora a multa passa a seguir o tamanho da calçada (R$300,00 por metro linear). Ou seja, se uma calçada com buraco tem extensão de 20 metros a multa passa a ser de R$ 6.000 (R$ 300 mutiplicados pelos 20 metros da calçada), valor que não muda se a calçada estiver tomada por buracos ou com apenas um pequeno buraco.

Outro ponto da legislação é a definição de largura mínima, que agora deve ser de 1,20 m para a passagem de pedestres nas calçadas, onde antes se fixava 90 centímetros.

Confira as principais mudanças da lei:

Os seguintes tópicos foram levantados para auxiliar os cidadãos na melhor configuração das calçadas e podem ser consultados com maiores detalhes no site da Prefeitura:

  1. Calçadas verdes;
  2. Com acessibilidade;
  3. Com árvores
  4. Com degraus;
  5. Com entrada de carros;
  6. Inclinadas;
  7. Largura mínima permitida;
  8. Na esquina;
  9. Para deficientes visuais;
  10. Rampas de rebaixamento.

Esclareça suas dúvidas

Segundo a Prefeitura, os profissionais do “156” (telefone geral de atendimento) receberam treinamento, assim como os fiscais das Subprefeituras, para auxiliar os cidadãos no esclarecimento de dúvidas.
Aproveite para baixar aqui a cartilha com as novas regras para deixar a sua calçada dentro dos padrões estabelecidos pela Prefeitura.
Mas faça isso o quanto antes, porque as multas já estão sendo aplicadas no ato da fiscalização.

Sinceramente não concordo com essa postura da Prefeitura, já que é responsabilidade da Municipalidade a conservação de vias e passeios públicos. Isso sem falar que a própria Prefeitura liberou ao longo dos anos as edificações e suas calçadas para construção e que o lamentável estado atual de nossos passeios se deu graças ao descaso constante do próprio poder público frente às questões urbanísticas.

Confira o que já foi postado no blog sobre calçadas.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

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Curso: Acessibilidade na Prática

É com muita satisfação que eu indico aqui o curso Acessibilidade na Prática, elaborado pela arquiteta e especialista no assunto Thais Frota.

Acessibilidade é um assunto que está crescendo cada vez mais. Discutir, entender, desenhar e propor espaços acessíveis com base nos princípios do Desenho Universal é o objetivo do curso.

De forma clara e simples será feita e interpretação da Norma de Acessibilidade com exemplos de sua aplicação prática em diversos espaços: parques, museus, espaços culturais, comércios, serviços, habitações entre outros.

O curso, com investimento de R$350,00, acontecerá de 09 a 12/04/2012 e é voltado aos profissionais arquitetos, engenheiros, designers, educadores, pessoas envolvidas com inclusão e áreas afins.

Maiores informações:
Curso Acessibilidade na Prática
Local: MAM ( Museu de Arte Moderna de São Paulo)
Endereço: Parque do Ibirapuera – Portão 3
Datas: 09 a 12/04/2012
Horário: das 9:00 às 13:00h
Valor: R$350,00
Fone: (11) 5085-1300

A Item 6 Arquitetura e Sustentabilidade contempla a acessibilidade em todos os seus projetos e presta consultoria para a adaptação de espaços existentes.

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Pousada sustentável em Aiuruoca

Voltamos ontem de uma rápida viagem à Aiuruoca – MG, onde fomos acompanhar o início das obras do nosso projeto de uma pousada.

O projeto segue os princípios da arquitetura sustentável, onde serão incorporados vários diferenciais, respeitando sempre o entorno onde a construção será implantada.

O terreno faz parte de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) e por essa razão priorizamos interferir o mínimo possível na área de implantação e integrar o projeto à incrível natureza existente.

implantação da pousada no meio do verde e junto ao rio aiuruoca

A pousada, ainda sem nome definido, será composta pela casa principal (em obras), onde estarão as áreas de recepção, cozinha, restaurante, estar e adega subterrânea, além da residência da proprietária no andar superior.

Em duas próximas etapas serão construídos os chalés, sendo dois deles adaptados com total acessibilidade, e um centro de meditação, onde também acontecerão eventos diferenciados para os cuidados com a mente e o corpo.

O paisagismo seguirá a linha funcional, onde alimentos e ervas serão plantados para o consumo da pousada, que terá uma alimentação diferenciada e orgânica para seus hóspedes.

Quanto aos materiais, optamos por valorizar ao máximo a iluminação e ventilação natural, onde os painéis em vidro desempenharão um importante papel.
A estrutura já está pronta e é toda em madeira certificada, e utillizaremos na vedação os tijolos de barro artesanal, existentes em ambundância na região.

A região encontra-se bem afastada de centros urbanos, e por essa razão, resolvemos usar ao máximo os materiais locais, evitando assim a “importação” e transportes desnecessários à obra.

Confira algumas imagens:

estrutura em madeira angelim vermelho

vista a partir do andar superior

praínha particular às margens do rio aiuruoca

equipe responsável: arq. camila, eng. gilberto e arq. karla

Sobre Aiuruoca

Nome de origem tupi, que significa casa dos papagaios, tem sua origem em princípios do século XVIII, quando um paulista de Taubaté, João Siqueira Afonso, atravessou a Serra da Mantiqueira, descobriu as minas de Sumidouro e Guarapiranga e, impulsionado pela ambição, seguiu até a Serra dos Papagaios.

Nessa serra, o paulista fundou, por volta de 1706, o arraial de Aiuruoca, junto às minas de mesmo nome, atraindo exploradores portugueses e paulistas. Com o seu território desmembrado de Baependi, a Vila de Aiuruoca foi instalada e em 1868, passou à categoria de cidade.

Quando o ouro se esgotou, o povoado, que se fixou na região, começou a se dedicar à criação de gado leiteiro e à agricultura. A criação de gado transformou a Aiuruoca de hoje em um dos grandes produtores de laticínios em MG, sendo, inclusive, um grande exportador de queijos.

A cidade é a porta de entrada para o Vale do Matutu, reserva natural de 30 km² que concentra boa parte das belezas naturais da região. Dá até para dizer que a cidade é dividida em duas, de um lado, o pacato Centro, com uma igrejinha e a praça principal, e do outro, o imenso Matutu.
No alto do Vale, a 17 km (de terra) do Centro, fica o casarão-sede da reserva, ponto de informações sobre o local. Entre novembro e março, por causa da chuva, o acesso às atrações e a algumas pousadas fica difícil.

Fonte: Secretaria de Turismo de Minas Gerais e viajeaqui

A pousada é um projeto da Item 6 Arquitetura e Sustentabilidade e está sendo construída pelo Eng. Gilberto Pereira Ribeiro, que mora em Aiuruoca e é proprietário da Estalagem Mirante, uma ótima opção para quem pretender conhecer a região e apreciar a natureza local.

Conforme o andamento das obras, iremos atualizando vocês sobre as novidades do projeto.

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Marca acessível na Rio 2016

Após um processo de cinco meses que contou com a participação de 139 agências nacionais, o Comitê Paralímpico Internacional escolheu a Tátil Design de Ideias para desenvolver a marca dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Orientada pelos nadadores Daniel Dias e Clodoaldo Silva, Ádria dos Santos, do atletismo, foi às lágrimas ao tocar e sentir a escultura de poliuretano, que recebeu sensores de luz para integração ao toque e programação de movimento com som.

daniel dias, ádria dos santos e clodoaldo silva | imagem: marcio rodrigues

“Essa é uma marca que expressa paixão e transformação sob a ótica do Movimento Paralímpico e seus valores: coragem, determinação, inspiração e igualdade. Uma marca que pode não apenas ser vista, mas também experimentada por meio de diversos sentidos, atingindo o maior número de pessoas, no mesmo espírito de inclusão que queremos para os Jogos”, disse o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.

Confira o vídeo sobre o processo criativo da marca:

Sobre os Jogos Paralímpicos (sim, Paralímpicos)

A história dos Jogos teve início em 1948, quando veteranos da Segunda Guerra, com lesões na medula espinhal, reuniram-se em uma competição esportiva em Stoke Mandeville, na Inglaterra. No entanto, a primeira edição com estilo olímpico, foi organizada por Roma, em 1960. Apenas a partir de Seul-88, a mesma cidade passou a sediar os dois eventos.

Fonte: Jogos Olímpicos Rio 2016

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