Hoje foi ao ar o vídeo que gravei para o Outras Vozes, espaço aberto aos participantes do TEDxSP que têm algo a contar, espero que gostem.
Archive for the ‘Acessibilidade’ Category
CDS – Reunião definitiva
2/03/10 | Acessibilidade, Arquitetura, CDS, Meio Ambiente, Sustentabilidade
Ontem, 01/03, fizemos uma importante reunião para alinhamento de todas as responsabilidades do grupo, no projeto do Centro Desportivo Sustentável.
Além das divisões de tarefas, nos preparamos para as adaptações que serão necessárias devido à mudança do local do projeto, que passou da Praça Arlindo Rossi para o Parque do Cordeiro.
Mas isso não quer dizer que o projeto na praça foi descartado, houveram algumas complicações burocráticas que precisam ser resolvidas, e por isso partimos para uma nova área.
Amanhã haverá uma outra importante reunião, na Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, para a liberação oficial da nova área de implantação do projeto.
Vamos torcer para que o nosso Centro Desportivo Sustentável possa ganhar vida o quanto antes!
Acompanhe o andamento do projeto através do blog do CDS.
Confira o que já foi postado sobre o Centro Desportivo Sustentável.
Matéria sobre acessibilidade
28/02/10 | Acessibilidade, Arquitetura, Eventos e MídiaEssa semana foi ao ar uma matéria sobre acessibilidade no site do iG, onde dei uma entrevista, e que gostaria de compartilhar com vocês.
Acessibilidade dentro de casa
Saiba como adaptar uma residência aos usuários de cadeiras de rodas com segurança, conforto e liberdade
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Lívia Alves, iG São Paulo | 06/02/2010 20:25
Nada melhor do que chegar em casa e poder desfrutar de conforto e liberdade. A habitação é um ambiente particular, onde cada um impõe suas necessidades e busca sua identidade. Esse é um direito de todos, inclusive daqueles que vivem em cadeiras de rodas.
Segundo estatísticas do IBGE, no Brasil, existem mais de 9.300 cadeirantes e, mesmo assim, ainda é muito difícil encontrar lugares adaptados ou próprios para essas pessoas. “Passei cinco anos procurando um lugar para morar que tivesse o mínimo de acessibilidade, com rampas e um bom espaço externo”, diz a vereadora de São Paulo Mara Gabrilli, que ficou tetraplégica após um acidente de carro, em 1994.
Tornar a residência acessível é dar possibilidade e condição de acesso, circulação, aproximação e alcance a um usuário de cadeira de rodas. De acordo com a doutora em arquitetura inclusiva e diretora-presidente do Instituto Brasil Acessível, Sandra Perito, é a junção desses elementos que torna a residência um lugar seguro, confortável e apto a um cadeirante.
Facilite o acesso
Oferecer condição de acesso é eliminar qualquer desnível que possa existir no decorrer no percurso. “Todo piso deve ter superfície regular, firme, estável, antiderrapante e que não provoque trepidações”, afirma a arquiteta Karla Cunha. Além disso, é importante que os capachos sejam embutidos no piso e os tapetes ou forrações tenham suas bordas firmemente fixadas. Caso contrário, simplesmente elimine esses objetos.
Libere a circulação
Outra condição muito importante ao cadeirante é a circulação. “A idéia principal de adaptar um lugar é dar total independência ao morador deste local, dar espaço suficiente para que ele consiga se movimentar o máximo possível, diz Sandra.
No caso dos usuários de cadeiras de rodas, uma das recomendações mais importante dentro de um lar é que ele tenha uma área de giro de 360º para se mover com total liberdade e autonomia. “Gosto de ser livre, de me movimentar. A pior coisa é ter que chegar em casa, depois de um dia inteiro de trabalho e ficar fazendo manobras para entrar nos lugares”, afirma Mara.
Segundo a arquiteta especializada em acessibilidade, Thais Frota não é necessário um lugar imenso para que o cadeirante tenha liberdade e sim, que o espaço, seja bem projetado com todas as devidas recomendações.
Aumente os espaços
“As portas precisam ter no mínimo 80 cm de vão livre, os corredores, 1,20 m de comprimento e, no caso de prédios, os elevadores têm que medir 80 cm de largura x 1,20 m de comprimento”, explica Thais. Além disso, recomenda-se colocar bancos fixos e barras de sustentação dentro dos boxes do banheiro para facilitar o banho dos cadeirantes.
As barras de sustentação, que também são colocadas ao lado do vaso sanitário devem ter 70 cm de comprimento e precisam estar a 75 cm do chão. “No boxe é correto colocar duas barras de apoio, uma na vertical e outra na horizontal e no vaso sanitário uma de casa lado”, afirma Thais.
Apesar de serem medidas maiores que o normal, como no caso das portas, corredores e elevadores, a vereadora Mara Gabrilli garante que existem alternativas que equilibram esse espaço e não atrapalham os usuários de cadeiras de rodas, como utilizar portas de correr e tirar as paredes da residência. “Meu quarto e banheiro são unidos. Isso facilitou muito o deslocamento e trouxe conforto”, relata Mara.
Garanta a aproximação
A aproximação é a terceira condição para que o cadeirante sinta-se a vontade em sua própria residência. “O mais importante é retirar todos os gabinetes e colunas sob os lavatórios, pois o usuário de cadeira de rodas precisa do espaço inferior livre para que a cadeira e suas pernas possam se adequar ao ambiente”, afirma Thais.
O portador da cadeira de rodas necessita poder alcançar peças e objetos para realizar todas as suas atividades. Neste caso é preciso prestar atenção quanto a altura e distancia de torneiras, janelas, espelhos, mesas e interruptores.
Segundo Sandra Perito, para maior conforto do cadeirante é recomendado colocar as torneiras ao lado da pia. Além disso, as janelas têm que ser baixas (80 cm) para facilitar a visualização de fora e os interruptores adaptados ao alcance de todos, sejam cadeirantes ou não. Nos espelhos recomenda-se uma inclinação de 10º para frente.
Conforto individual
Apesar de todas essas recomendações em medidas, quando se fala em residências particulares adaptadas não existe um tamanho padrão e sim medidas individuais. “Estamos sempre nos baseando na norma da ABNT NBR 9050 (Associação Brasileira de Normas Técnicas), de 2004, mas quando adaptamos residências particulares, o importante é verificar a necessidade e medidas específicas de cada pessoa”, afirma Thais.
“No início, uma das coisas que eu menos gostava era tomar banho sentada no banco dentro do chuveiro. Depois que eu descobri a banheira, minha vida mudou. Com o tempo, dentro do novo lar, a pessoa descobre suas necessidades e procura adaptá-las”, diz Mara.
Mesmo assim, segundo Karla, nas áreas comuns, como entradas de prédios, jardins e áreas de lazer, essas adaptações padrões são obrigatórias e devem ser cobradas por todos, principalmente pelo responsável do condomínio ou prédio.
Acessibilidade também nas áreas comuns
“Aqui no prédio, nós modificamos a calçada da frente e colocamos um elevador para acessar a piscina interna, pois antes só tinha escadas”, diz Lucas Alvarez, arquiteto e síndico do prédio da vereadora Mara Gabrilli.
Sob sua orientação também foi instalado piso antiderrapante sem desníveis na calçada da frente e na área de circulação interna do edifício. “Temos que transformar a realidade para que se tenha mais opções de moradias para usuários de cadeiras de rodas no Brasil”, finaliza.
Hopi Hari Sustentável
30/01/10 | Acessibilidade, Eventos e Mídia, SustentabilidadeFui ao parque Hopi Hari nessas férias, dando continuidade àquele passeio com meu afilhado, onde postei sobre o Planetário de São Paulo.
Foi bom saber que o parque, além de toda diversão, também tem o seu lado sustentável, preocupado com acessibilidade e o meio ambiente, confira as imagens:

placa sobre a triagem dos resíduos gerados no parque

informativo sobre o reúso de água no parque
Para os portadores de necessidades especiais, o parque disponibiliza um funcionário que elabora uma programação personalizada, com as atrações apropriadas a cada caso, considerando o uso de medicamentos e a necessidade de acompanhante, por exemplo.
Além disso, o parque conta com serviço de locação de cadeiras de rodas motorizadas, oferece rampas de acesso para suas atrações e assentos preferenciais em seus teatros e restaurantes.
O Programa Código Azul também é indicado para gestantes, idosos e pessoas recém-operadas ou com fraturas, como por exemplo, um braço quebrado.
Maiores informações:
Local: KM 72,5 da Rodovia dos Bandeirantes
São Paulo
Fone: (11) 4004-5700
Horários: de quarta a domingo, dàs 10h às 20h
Compra de passaportes através do site.
CDS – Visita à praça
6/01/10 | Acessibilidade, Arquitetura, CDS, Meio Ambiente, SustentabilidadeOntem tivemos uma reunião com a equipe de arquitetura do Centro Desportivo Sustentável e aproveitamos para visitar a Praça Arlindo Rossi, local do projeto.
Ainda não tinha ido lá pessoalmente, pois toda a correria de final de ano acabou adiando a visita, mas ontem tive uma visão bem melhor da futura implantação do projeto.
A praça está bem abandonada, algumas palmeiras foram plantadas recentemente, a esmo, e os poucos equipamentos existentes, como o playground e alguns bancos, parecem nem ser utilizados pelos moradores da região.
Além disso há muito lixo e alguns pontos encharcados por causa das últimas chuvas.
Confira algumas imagens que mostram a situação atual da praça:

vista geral da praça arlindo rossi

vista geral da praça arlindo rossi

vista geral da praça arlindo rossi

vista geral da praça arlindo rossi

vista geral da praça arlindo rossi
O projeto esta ganhando forma e se concretizando junto aos órgãos competentes.
A equipe, formada por profissionais de diversas áreas, está cada vez mais alinhada e esse é um grande diferencial, que só tem a agregar ao projeto.
Acompanhe o andamento do projeto através do blog do CDS.
Confira o que já foi postado sobre o Centro Desportivo Sustentável.
Centro Desportivo Sustentável
16/12/09 | Acessibilidade, Arquitetura, CDS, Meio Ambiente, Sustentabilidade
Estou muito feliz por fazer parte da equipe que está empenhada em construir o primeiro centro desportivo totalmente sustentável.
E o grande idealizador dessa empreitada é o Marcos Bensoussan, da Setri Consultoria em Sustentabilidade, que abraçou o projeto com muita paixão e entusiasmo, descrito por ele a seguir:
“Temos edifícios, casas e várias contruções utilizando os conceitos de sustentabilidade. Escuto que grandes projetos de centros esportivos nas olimpídas serão sustentáveis e até agumas passadas já usaram estes bons conceitos. A nossa idéia é simples, contruir um pequeno modelo em que nós simples humanos possamos ver e usufruir destes conceitos no nosso dia a dia. Não temos que participar de mega eventos para olhar e ver algo com este conceito. Simplesmente queremos um Centro Desportivo Sustentável, desde seu projeto (básico) atá a operação final. Ter um lugar onde qualquer pessoa possa ver e sentir um sistema de energia eólica, aquecimento solar, materiais reciclados sendo usados na contrução e até algo para beber e comer que seja saudável. Nesta idéia, queremos que as crianças possam receber cursos para um dia quem sabe administrarem centros como este. Queremos ver pessoas da terceira idade andando por um caminho confortável, pessoas que usem cadeira de rodas que possam jogar basquete, jovens que queiram aprender de como se pode fazer algo para salvar o planeta. Sabe, queremos só fazer algo de bom para as pessoas. Uma idéia que está crescendo, quem sabe possamos ainda este ano ter uma boa notícia. A todos que estão ajudando, continuem, passem aos amigos quem sabe mais ideias venham ao nosso encontro. CENTRO DESPORTIVO SUSTENTÁVEL, uma idéia que será realidade”.
Acredito totalmente nesse conceito e tenho total convicção de que um projeto não consegue ser sustentável se não abordar todos os aspectos como um todo.
Não basta a arquitetura ser sustentável sem que haja uma continuidade em seu uso, sem que os usuários estejam envolvidos em todo o programa, até para que exista um comprometimento em manter o projeto e todo o seu entorno.
O local escolhido foi a Praça Arlindo Rossi, no Brooklin e a população local já está sendo consultada, de modo a integrá-la ao máximo com o projeto, confira o mapa:
Acompanhe o andamento do projeto através do blog do CDS.
Confira o que já foi postado sobre o Centro Desportivo Sustentável.
Celular com acessibilidade
10/11/09 | Acessibilidade, Arte e Design, ProdutosEu já havia postado sobre um celular para deficientes visuais e como todas as funções desses aparelhos, hoje muito valorizadas pela mídia, passam despercebidas por esses usuários.
E foi no blog Euquero! que eu acabei encontrando o celular 6380.
Ele está entre os poucos modelos que se preocupam com um público que busca simplicidade no manuseio, como idosos, por exemplo.

6380, o celular acessível | imagem: euquero!
Suas teclas grandes facilitam seu uso por pessoas com dificuldades motoras e visuais, além de um botão SOS, que pode ser acionado em caso de emergência ou quando o usuário precisa de algum tipo de ajuda.
Esse botão dispara um alarme bem alto e pode ser programado para fazer uma ligação de emergência ou enviar um SMS com o pedido de ajuda.
É sempre bom saber que cada vez mais empresas estão adotando os conceitos de acessibilidade para o desenvolvimento de novos produtos.
As pessoas com algum tipo de deficiência também têm o direito de escolha e são elas as que mais precisam de atenção especial nesse sentido, não é mesmo?
O 6380 pode ser comprado no site China Grabber por US$ 74,99.
Fonte: Euquero!
Blog no JT
29/10/09 | Acessibilidade, Arquitetura, Eventos e Mídia, SustentabilidadeSaiu no Jornal da Tarde de hoje, uma notinha com uma imagem que eu postei no blog.
A matéria faz parte de uma série de reportagens que eles estão publicando essa semana sobre as calçadas de São Paulo.
Abaixo a imagem com a nota e em seguida o texto ampliado:


A série Metrópole a pé está bem interessante e até sexta-feira tratará de diversos assuntos relacionados à situação das calçadas na cidade de São Paulo.
Se você não leu alguma, confira a seguir os links do JT:
- Segunda-feira: “98,6% das calçadas na capital estão fora da lei” e “Situação crítica em toda a cidade”;
- Terça-feira: “Pedestre cria apelidos para os calçamentos irregulares”, “Um passeio pela calçada. Com a vereadora” e “População já reclamava do descaso em 1563″;
- Quarta-feira: “Prefeitura estuda fazer a calçada e cobrar no IPTU”, “Lei fixa 600 km de rotas essenciais”, “Vítima pede R$ 6 mil para cobrir gastos” e “Multa para quebradeira”;
- Quinta-feira: “Ranking dos bairros com as piores calçadas” e “Calçamentos novos em três vias da capital”;
- Sexta-feira: “Como é a calçada ideal?”.
Você sabia que…
- 96 queixas sobre passeio público foram registradas no primeiro semestre?
- 76 reclamações de calçadas foram feitas no primeiro semestre à ouvidoria?
- 13 é o número de queixas acumuladas pela Subprefeitura da Sé?
- 11 é a quantidade de reclamações feitas por pedestres no bairro da Vila Mariana?
- 9 registros foram feitos pela ouvidoria nos bairros da Mooca e do Butantã?
- 8,6 mil queixas foram registradas pelo município no primeiro semestre?
Esse é um assunto que deveria interessar a toda população, pois temos direitos e responsabilidades em relação aos nossos passeio públicos, e conhecer melhor a nossa legislação é o primeiro passo para que possamos exigir uma melhor qualidade de vida a todos.
Confira também o post sobre o “2º Seminário Paulistano de Calçadas – Calçadas seguras, responsabilidade de todos”, que acontecerá no próximo dia 06/11/09.
Evento sobre calçadas
26/10/09 | Acessibilidade, Arquitetura, Eventos e Mídia, Sustentabilidade
Acabei de me inscrever no “2º Seminário Paulistano de Calçadas – Calçadas Seguras, responsabilidade de todos”, que acontecerá no próximo dia 06/11/09, na Câmara Municipal de São Paulo.
O evento é gratuito e contará com a presença de representantes da área de acessibilidade, arquitetos e urbanistas, paisagistas, atletas para-olímpicos e representantes políticos.
Eu já havia postado aqui no blog sobre calçadas e o Programa Passeio Livre e essa será uma grande oportunidade para entendermos e discutirmos melhor sobre o projeto e as condições lamentáveis que se encontram as nossas calçadas.
Não perca tempo e faça logo a sua inscrição.



A cada dia que passa, o projeto do Centro Desportivo Sustentável vai tomando forma e conquistando seu espaço.

