Blog da Karla


Busão sustentável

Pensa num micro-ônibus sustentável. Pensou? Então vamos ver se as suas ideias batem com o Olli, uma nova realidade idealizada por uma startup americana para circular pelas ruas das cidades.

olli, um veículo sustentável | imagem: tecnoblog

olli, um veículo sustentável | imagem: tecnoblog

O Olli é impresso em 3D, com partes recicláveis, é movido a energia elétrica e não precisa de motorista. Além disso, conta com capacidades totalmente autônomas e que podem ser usadas em um modelo de corrida sob demanda, como o Uber. A ideia é fazer dele um transporte no modelo compartilhado, o que reforça seu compromisso com as questões de mobilidade urbana.

pequeno ônibus compacto e de uso compartilhado | imagem: tecnoblog

ocupam o mesmo espaço de um veículo convencional | imagem: tecnoblog

vista interna do olli, de uso compartilhado | imagem: tecnoblog

vista interna do olli, de uso compartilhado | imagem: tecnoblog

Em cerca de 11 horas, sendo 10 horas para a produção e 1 hora para a montagem, o Olli sai da fábrica pronto para ser usado. É basicamente uma questão de conseguir os materiais necessários e esperar algum comprador para que, por meio de parcerias, já possa sair pelas ruas. E claro que também é preciso esperar que as autoridades reguladoras permitam o uso de tecnologias tão inovadoras no meio urbano, mesmo para os Estados Unidos.

Fonte: Tecnoblog

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Parklet Pizzada

Eu já havia postado aqui no blog sobre os parklets, pois, particularmente, sou fã dessas novas áreas da cidade e hoje estamos muito  felizes em ver o nosso primeiro projeto nesse segmento executado.

Foram muitos meses de planejamento, pois as regras da Prefeitura de São Paulo são bem rigorosas e implantar um parklet nas ruas da cidade não é tarefa das mais simples, mas a espera valeu muito a pena. Confira então algumas imagens do Parklet Pizzada.

vista do parklet a partir da rua | imagem: arquivo pessoal

vista do parklet a partir da rua com pizzaria ao fundo | imagem: arquivo pessoal

vista lateral do parklet | imagem: arquivo pessoal

vista lateral do parklet | imagem: arquivo pessoal

área interna do parklet com duas mesas e bancos laterais | imagem: arquivo pessoal

área interna do parklet com duas mesas e bancos laterais | imagem: arquivo pessoal

Sobre os parklets

São pequenas áreas criadas para humanizar os espaços públicos e que podem ser equipadas com bancos, floreiras, mesas, cadeiras, aparelhos de exercícios físicos ou outros elementos de mobiliário, sempre com a função de recreação ou de manifestações artísticas.

Os parklets podem ser implantados em locais originalmente reservados aos automóveis, podendo ocupar até 2 vagas em uma extensão de 10m. Verificou-se que um espaço de 2 vagas de automóveis beneficia 40 veículos em um dia, ou 300 pessoas em um parklet.

Para instalação, a proposta deverá atender às normas técnicas de acessibilidade, diretrizes estabelecidas pela CET (Companhia de Engenharia e Tráfego) e pela CPPU (Comissão de Proteção à Paisagem Urbana). Caso o local indicado esteja em área envoltória de bens tombados, a implantação deverá ser aprovada pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo).

Acessíveis e democráticos

O mais interessante dos parklets é que eles são espaços públicos, além de acessíveis e todos podem se beneficiar com a sua implantação, tanto os estabelecimentos comerciais do entorno, como os cidadãos que circulam pela região.

No Parklet Pizzada, por exemplo, é possível comer sua pizza ali mesmo, ao ar livre, compartilhando o espaço com outras pessoas, inclusive à noite, como fomos comprovar pessoalmente.

parklet funcionando durante a noite | imagem: arquivo pessoal

parklet bem iluminado, funcionando durante a noite | imagem: arquivo pessoal

xxxx | imagem: arquivo pessoal

uso noturno e ao lado as placas que reforçam seu uso como público | imagem: arquivo pessoal

Sobre o projeto

O parklet é tratado na Item 6 Arquitetura como um projeto paisagístico e como todos dessa categoria demandou, paralelamente às exigências da prefeitura, um estudo detalhado de seu entorno, estrutura, materiais, equipamentos e vegetação adotados.

Houveram algumas alterações do nosso projeto original, onde as mesas e bancos seriam coloridos, haveria também um painel vertical no lugar dos vasos presos na grade, além de tambores com ervas frescas entre as mesas. Mas as cliente fizeram um ótimo trabalho na execução, inclusive reutilizando as madeiras do piso, mesas e bancos, o que é sempre muito bem-vindo!

A instalação dos parklets pode ser de iniciativa da administração pública, pessoas físicas ou jurídicas e os custos referentes à instalação, manutenção e remoção do parklet são de responsabilidade exclusiva do mantenedor. No caso de pessoas físicas ou jurídicas, a solicitação deverá ser feita na praça de atendimento da Subprefeitura competente, de acordo com as especificações do Manual Operacional de Implantação. Caberá também à Subprefeitura averiguar a conveniência do pedido e dar conhecimento público do mesmo.

Confira o que já foi publicado no blog sobre os parklets e não deixe de visitar o Parklet Pizzada, localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo, na Rua Alves Guimarães, 1496. Cá entre nós, as pizzas são deliciosas e o lugar é super agradável para encontrar os amigos e levar a família. Para maiores informações e pedidos delivery, entre em contato com a Pizzada através do fone 3675-4888.

Agradecemos às nossas clientes pela confiança e paciência nessa empreitada e que o parklet traga muito sucesso em suas vidas!

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Mais Médicos, por Araquém Alcântara

Mais Médicos, esse é o título do mais recente trabalho do renomado fotógrafo Araquém Alcântara, que durante cerca de um ano acompanhou de perto o Programa Mais Médicos em consultas e visitas domiciliares, capturando as imagens da relação solidária entre médicos e pacientes nos rincões do Brasil.

dr. jean-gardy merceus, cubano, que atende moradores de comunidades ribeirinhas no município de manacapuru, no amazonas | imagem: araquém Alcântara

dr. jean-gardy merceus, cubano, em comunidade ribeirinha no amazonas | imagem: araquém alcântara

Dois anos depois de sua implantação, o Programa Mais Médicos conseguiu implantar e colocar em prática a valorização da Atenção Básica. Nesse período, garantiu 18.240 médicos em 4.058 municípios (73% dos municípios brasileiros) e nos 34 distritos de saúde indígenas, enfrentando de forma inequívoca a insuficiência ou mesmo ausência desses profissionais nas periferias das grandes cidades, nos pequenos municípios, comunidades quilombolas indígenas e assentadas, sertão nordestino, populações ribeirinhas, entre outras, que nunca contaram ou não conseguiam fixar médicos. Esses profissionais estão garantindo atendimento a 63 milhões de brasileiros que não contavam com atendimento médico e que agora encontram atendimento nas unidades de saúde próximas de suas casas.

o médico cubano sael, no sertão sergipano | imagem: araquém alcântara

o médico cubano sael, visitando famílias carentes no sertão sergipano | imagem: araquém alcântara

Para produzir o livro Mais Médicos, Araquém visitou cidades em todas as regiões do país. A maior parte dos médicos visitados atua em povoados distantes dos centros urbanos e com pouca ou nenhuma infraestrutura de saúde. Outra parte do roteiro traçado por Araquém inclui redutos pobres em áreas urbanas, como os cortiços do Baixo Glicério, em São Paulo, onde o ponto crítico é o atendimento a usuários de crack, e a famosa comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde o fotógrafo conheceu João Marcelo Goulart, médico brasileiro formado em Cuba, neto do ex-presidente João Goulart.

“A importância do Mais Médicos é essa: o velhinho cruza com o médico na rua, toca nele e diz: está dando resultado o tratamento. É o contato direito, ter ali o porto seguro”. (Araquém Alcântara)

O médico albanês Artan Cekaj, cuidando do pé de um paciente dentro de sua casa simples, na zona rual de Rio Grande do Sul.

o médico albanês artan cekaj, na zona rural de maquiné, no rio grande do sul | imagem: araquém alcântara

As imagens são indiscutivelmente lindas e de uma veracidade tão intensa que nos emociona logo de cara, pois só quem tem uma vaga ideia da situação a qual essas pessoas tão segregadas passam, pode imaginar a importância desse programa, o resto é conspiração política.

Fonte: Blog da Saúde

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Cafeteira para menino

Como é irritante essa coisa de brinquedo de menino e de menina! Desde pequenas as crianças são incentivadas a escolherem cores, personagens, brinquedos e brincadeiras de acordo com seu gênero, tudo padronizado por nós, adultos muitas vezes mal resolvidos, para que elas sigam a “ordem natural das coisas”. Pois é, só que nem todos os pais continuam dispostos a acatar esse tipo de comportamento ultrapassado ditado pelos fabricantes de brinquedos, que além de incentivarem comportamentos com valores duvidosos, impedem que as crianças experimentem novas situações de faz de conta.

Vou dar um exemplo pessoal. Meu filho, de 5 anos, adora brincar de casinha, tanto na escola, onde todos compartilham de xicrinhas e talheres na hora do chá, como também em casa. Talvez para ele seja muito normal, já que seu pai adora cozinhar e sempre dividimos as tarefas domésticas cotidianas. Só que de uns tempos pra cá ele mostrou um enorme interesse pela cafeteira e como a brincadeira com o eletrodoméstico “de verdade” não parecia muito confiável, resolvemos procurar uma de brinquedo.

Simples, né? Não, nem um pouco. Em uma primeira pesquisa só encontramos as cor-de-rosa ou temáticas para meninas, inclusive com personagens, como a Frozen. É só fazer uma busca rápida no Google para comprovar que as imagens são, em grande maioria, do item na cor rosa e quando neutras ou coloridas, são geralmente importadas e custam mais caro que as de verdade por aqui. Mas finalmente encontramos uma da marca Maral, colorida, a um preço acessível e que fez o maior sucesso em casa.

cafeteira colorida e democrática da marca maral | imagem: maral

sucesso em casa com a cafeteira de brinquedo colorida | imagem: maral

E gostaria de deixar claro que não veríamos problema algum dele ter brinquedos com motivos femininos, até porque ele tem alguns, já que nem sempre é fácil encontrá-los em outros padrões, o que incomoda mesmo é perceber que algumas categorias de brinquedos, como os eletrodomésticos em geral, são direcionados às meninas e ignoram completamente as transformações de papéis da nossa sociedade.

Na Europa é bem mais comum encontrar brinquedos sem essas distinções, isso porque as divisões de tarefas dentro de casa independem de gênero e as crianças aprendem desde cedo a experimentar em suas brincadeiras o que vivenciam no dia a dia.

propagandas de brinquedos unissex na europa | imagem: cicciobello.it

propagandas de brinquedos unissex na europa | imagens: toyplanet.es e cicciobello.it

O contrário também acontece, assim como as Princesas Disney atendem sob medida às meninas e ainda as ensinam a acreditar no príncipe encantado como garantia de felicidade, empresas como a Lego sempre priorizaram os meninos como seus principais clientes.

Como mudar essa situação?

A começar pelas lojas de brinquedos, que tal não separar mais os produtos em “meninos e meninas” e sim por categorias, como bonecas, carros, jogos, eletrodomésticos, ferramentas e assim por diante? Vários brinquedos são dispostos em uma espécie de limbo das prateleiras, em um cantinho junto com outros sem classificação definida. Já aos fabricantes, deixo uma dica valiosa, vocês estão sendo bem incompetentes ao não se adaptarem a essa nova realidade, continuam a pulverizar o mercado com padrões ultrapassados e nada educativos às nossas crianças. E parabéns à Maral, que disponibiliza cozinhas, carrinhos, utensílios domésticos e caixas de ferramentas bem coloridos e democráticos, que certamente terão papel importante na formação de crianças mais humanas e menos intolerantes.

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